TRANSMISSÃO: Band
A Ubisoft removeu as sequências ambientadas no presente em Assassin’s Creed IV: Black Flag Resynced, decisão que reflete uma mudança mais ampla na franquia sobre o uso de tramas contemporâneas. O remake concentra-se principalmente na jornada do pirata Edward Kenway, enquanto elimina as cenas nos escritórios da Abstergo Entertainment e o epílogo ligado a Desmond Miles.
O que mudou em Black Flag Resynced
No remake lançado recentemente, as sequências modernas que permitiam ao jogador explorar a sede da Abstergo foram suprimidas. Em vez dessas cenas, o título recebeu horas adicionais dedicadas à história de Edward Kenway e conteúdos opcionais chamados de “rifts”, que apresentam variações hipotéticas da vida do protagonista.
O diretor criativo Paul Fu explicou que manter a estrutura antiga do presente destoaria do rumo adotado pela franquia desde Assassin’s Creed: Shadows, quando o conceito do Animus foi reformulado. Fu também lembrou que o arco de Desmond Miles foi concluído em Assassin’s Creed III, antes mesmo do lançamento do Black Flag original, como justificativa para a ausência dessas sequências.
A recepção entre os jogadores tem sido mista: parte do público aprovou o fluxo contínuo da narrativa pirata sem interrupções modernas, enquanto outra parcela lamentou a perda de um elemento identificador da série que, segundo fãs, permitia incursões narrativas mais ousadas.
Uma mudança que já vinha sendo anunciada
A retirada das sequências modernas não surgiu de forma inesperada. Em 2022, quando a Ubisoft revelou Assassin’s Creed Infinity — um hub planejado para centralizar o universo da franquia — foi anunciado que as histórias contemporâneas deixariam de ser integradas diretamente aos jogos e passariam a ser desenvolvidas separadamente dentro desse hub.
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Na ocasião, Marc-Alexis Coté, chefe da franquia, argumentou que a equipe nunca conseguiu conciliar as preferências dos dois públicos: quem acompanha a trama moderna tende a querer mais desse conteúdo, enquanto quem prefere explorar períodos históricos vê essas interjeições como supérfluas. Coté afirmou que essa divisão deixava nenhum dos públicos totalmente satisfeito.
A Ubisoft informou ainda que não pretende abolir o Animus como dispositivo narrativo, já que ele continua a justificar a reprodução das memórias históricas sem alterar eventos do passado. Com Black Flag Resynced sendo interpretado por muitos como um marco do fim das sequências modernas nos jogos principais, resta aguardar como a narrativa contemporânea será tratada dentro do hub Infinity ou em futuros lançamentos da série.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6