Paula Nuévalos abandonou a carreira na engenharia após a morte do pai e voltou para a propriedade da família em Utiel, na Espanha, onde passou a gerir os vinhedos. Aos 27 anos, ela assumiu a direção das terras familiares e transformou a mudança inesperada em uma defesa pública do empreendedorismo rural.

O retorno à propriedade familiar foi marcado pela necessidade de manter e administrar os vinhedos, uma responsabilidade que recaiu sobre a jovem após o falecimento do pai. A experiência pessoal levou-a a questionar estigmas históricos: por muito tempo, o trabalho autônomo no campo foi associado à instabilidade financeira e à burocracia, imagem que, segundo Paula, precisa ser atualizada diante das possibilidades atuais de mercado e de inovação no setor agrícola.

Em declarações sobre seu percurso, Paula ressaltou a importância da liberdade que o trabalho por conta própria pode oferecer, tanto em termos de gestão do tempo quanto de definição das estratégias de produção e comercialização. A partir da vivência em Utiel, ela defende que o campo oferece espaço para crescimento profissional e econômico, desde que os produtores façam uso de práticas e modelos de gestão compatíveis com os desafios contemporâneos.

A história de Paula Nuévalos ganhou repercussão ao colocar em evidência a combinação entre herança familiar, transição de carreira e defesa do empreendedorismo rural. Ao assumir os vinhedos da família, ela optou por um caminho que une memória, responsabilidade e busca por autonomia, apresentando o trabalho no campo como uma opção viável de realização profissional.

Paula Nuévalos deixou a engenharia aos 27 anos e assumiu os vinhedos da família em Utiel

Imagem: Divulgação





Com informações de Clickpetroleoegas