O Pentágono está considerando encerrar seu relacionamento com a empresa de inteligência artificial Anthropic após a companhia manter limitações sobre como suas ferramentas podem ser empregadas pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, informou o site Axios no sábado, citando um funcionário do governo norte‑americano.
Segundo a reportagem, o Departamento de Defesa vem pressionando quatro fornecedoras de IA para que permitam que as Forças Armadas utilizem seus modelos para “todos os fins legais”, abrangendo desenvolvimento de armamentos, coleta de inteligência e operações em campo de batalha. Além da Anthropic, as empresas citadas no processo de negociação são OpenAI, Google e xAI. A Anthropic não aceitou os termos defendidos pelo Pentágono, e a publicação afirma que o governo começa a se incomodar após meses de conversas.
Em resposta, um porta‑voz da Anthropic afirmou que a empresa não tratou com o Pentágono do uso do modelo Claude em operações específicas. De acordo com o representante, os diálogos mantidos com autoridades dos Estados Unidos focaram em uma série de políticas de uso, incluindo restrições rígidas a armas totalmente autônomas e a vigilância doméstica em massa, tópicos que a Anthropic diz não estarem ligados a operações em curso.
O Pentágono não comentou publicamente o caso.
Na sexta‑feira, o Wall Street Journal publicou reportagem afirmando que o modelo Claude da Anthropic foi utilizado em uma operação militar dos EUA para capturar o ex‑presidente venezuelano Nicolás Maduro, com a ferramenta sendo executada por meio de uma parceria entre Anthropic e a empresa de dados Palantir.
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Paralelamente, a agência Reuters informou na quarta‑feira que o Pentágono vinha pressionando grandes empresas de IA, entre elas OpenAI e Anthropic, para disponibilizar suas tecnologias em redes confidenciais com menos das restrições padrão que essas companhias normalmente aplicam a usuários.
As negociações entre o Departamento de Defesa e as empresas de inteligência artificial continuam a repercutir entre autoridades e fornecedores, com diferentes posições sobre como equilibrar segurança, uso militar e salvaguardas éticas.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6