Pesquisas eleitorais recentes indicam queda de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), transformando uma vantagem confortável em um empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em cenários de segundo turno. Em alguns levantamentos, Flávio aparece numericamente à frente do atual chefe do Executivo.

Apesar do alerta trazido pelos números, dirigentes do PT e aliados não planejam mudanças imediatas na estratégia. A avaliação interna é de que a situação pode se recompôr com a melhora econômica e com o início formal da campanha eleitoral. “Flávio está em campanha, o presidente, ainda não”, afirmou um deputado ouvido pela reportagem, sentimento compartilhado por outros congressistas e lideranças petistas.

No campo econômico, interlocutores do governo esperam impactos positivos da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Ainda assim, o histórico recente não tem sido suficiente para sustentar a alta nas pesquisas: recordes de empregabilidade, inflação controlada e o sucesso nas negociações para reverter a maior parte das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos não impediram a queda de Lula nos levantamentos.

Por esse motivo, a estratégia do Executivo também tem buscado medidas com apelo popular, como o avanço do debate sobre o fim da escala 6×1. A pauta enfrenta resistência do setor produtivo, o que alimenta a narrativa da oposição sobre uma suposta irresponsabilidade fiscal do governo, argumento usado para criticar medidas que, segundo a oposição, poderiam comprometer as contas públicas.

Os petistas, porém, acreditam que a discussão pode fortalecer a candidatura de Lula entre eleitores mais jovens, um segmento que registra forte rejeição ao presidente: pesquisas apontam que três a cada quatro jovens de até 24 anos desaprovam o governo Lula.

Além das propostas, o PT aposta na figura pessoal de Lula como trunfo. Aos 80 anos, o presidente é visto entre aliados como um orador experiente e capaz de recuperar terreno em momentos decisivos — cenário observado em debates, discursos e programas de rádio e TV nas eleições anteriores. No entanto, a equipe reconhece dificuldade em adaptar essa liderança ao ambiente das redes sociais e dos cortes, espaço em que a direita ganhou influência desde a primeira campanha de Jair Bolsonaro.

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Na comunicação oficial, o trabalho do ministro Sidônio Palmeira é avaliado positivamente por congressistas do PT, que apontam avanços na transmissão da mensagem governamental além da chamada “bolha da esquerda”. A campanha de Lula deve seguir padrão semelhante, e a escolha de Flávio Bolsonaro como principal adversário é encarada como vantajosa por petistas, que ressaltam menor carisma e desempenho fraco do senador em oratória e debates, em comparação com o pai.

A notícia segue em desenvolvimento conforme a campanha avança e novos levantamentos eleitorais são divulgados.

Com informações de Jovempan