O fim do prazo para divulgação de balanços das companhias listadas na B3 revelou uma alteração significativa na distribuição dos resultados entre as maiores empresas brasileiras em 2025. Um levantamento da Elos Ayta mostra que o lucro consolidado das dez empresas mais lucrativas somou R$ 288,6 bilhões, alta de 37,2% em relação aos R$ 210,3 bilhões registrados em 2024.
A Petrobras foi o principal motor desse avanço: a estatal liderou o ranking com lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, crescimento anual de 200,8%. Com esse resultado, a participação da Petrobras no total dos lucros das dez maiores chegou a 38,2%, mais que o dobro dos 17,4% observados no ano anterior, segundo o levantamento.
O movimento evidencia que o aumento agregado nos resultados não foi homogêneo, mas concentrado em poucos nomes, com o setor de óleo e gás assumindo papel central. Na sequência do ranking estão instituições financeiras: Itaú Unibanco registrou lucro de R$ 45,7 bilhões e o Bradesco, R$ 24,6 bilhões, mantendo o setor bancário como pilar de rentabilidade no mercado.
Cinco bancos figuram entre as dez empresas com maiores lucros, o que, na avaliação do estudo, reforça a resiliência do modelo bancário mesmo diante de um ambiente de juros e crédito mais desafiador. Entre as companhias que também se destacaram estão BTG Pactual, Santander Brasil e Itaúsa; a Ambev apresentou operação estável, com expansão mais moderada.
Por outro lado, nem todas as grandes companhias acompanharam a tendência de alta. O Banco do Brasil teve queda de R$ 17,6 bilhões no lucro, equivalente a recuo de 49,8%, enquanto a Vale reduziu seus ganhos em R$ 17,8 bilhões (-56,3%). No caso da mineradora, o desempenho reflete, em grande parte, a dinâmica internacional das commodities metálicas, em especial do minério de ferro, e efeitos de base elevada.
Imagem: Ap
Outro destaque foi a reversão registrada pela Suzano: a empresa saiu de prejuízo de R$ 7,1 bilhões em 2024 para lucro de R$ 13,4 bilhões em 2025, variação positiva de R$ 20,5 bilhões — o maior ganho absoluto entre as companhias analisadas, excluída a Petrobras. O resultado ilustra a sensibilidade do setor de papel e celulose a fatores como o câmbio e o ciclo global.
O levantamento aponta que, embora o lucro agregado das maiores empresas da B3 tenha crescido 37% em 2025, a qualidade e a sustentabilidade desses ganhos passam a ser pontos relevantes para investidores e analistas, diante da forte concentração dos resultados em poucos players e setores.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6