Famílias que vivem em regiões quentes e úmidas do Brasil recorrem a espécies vegetais como forma prática de reduzir o aparecimento de escorpiões no quintal, sem recorrer a produtos químicos. Pesquisas de etnobotânica e estudos citados pelo Instituto Butantan indicam que certas plantas liberam compostos aromáticos capazes de atrapalhar o sistema sensorial desses aracnídeos.

Como funcionam as plantas repelentes

Segundo os estudos, substâncias como linalol, eugenol, mentol, citronelal e alicina presentes em algumas espécies afetam a percepção olfativa dos escorpiões, afastando-os do entorno das casas. Por esse motivo, o cultivo estratégico dessas plantas — em torno de entradas, janelas e bordas do jardim — pode formar uma barreira aromática contínua.

Espécies recomendadas e compostos ativos

As espécies apontadas como úteis para essa finalidade incluem lavanda (Lavandula spp.), cujo aroma contém linalol; citronela (Cymbopogon nardus), com citronelal; hortelã (Mentha spp.), rica em mentol; alho (Allium sativum), com alicina; e manjericão (Ocimum basilicum), que reúne eugenol e linalol. O artigo também informa que o suco de alho diluído em água pode ser pulverizado em frestas e rodapés como repelente caseiro.

Posicionamento e manutenção

O texto ressalta que nenhuma planta funciona isoladamente. Colocar mudas em pontos estratégicos — como soleiras, portas, janelas e ao longo de muros — e alternar espécies com aromas distintos aumenta o efeito repelente. Manter as plantas saudáveis e podadas é essencial, pois folhas secas e galhos mortos podem servir de abrigo para escorpiões. Além disso, evitar acúmulo de pedras, troncos e entulho no quintal complementa a ação das plantas.

Uso em vasos e cuidados

Para moradores de apartamentos ou com pouco espaço, a reportagem indica que hortelã, manjericão e lavanda se adaptam bem a vasos de porte médio com boa drenagem. É recomendado regar regularmente e garantir pelo menos quatro horas de luz solar direta por dia para fortalecer a produção dos compostos aromáticos. A citronela também pode ser cultivada em vasos, desde que grandes o suficiente.

Imagem: Divulgação

Benefícios e integração com outras medidas

Entre as vantagens apontadas estão proteção contínua e passiva, baixo custo frente a dedetizações, menor risco químico para crianças e animais domésticos, e benefícios adicionais ao jardim, como atratividade para polinizadores e uso culinário. O texto enfatiza que a estratégia rende melhores resultados quando combinada com medidas de vedação de frestas, manutenção do gramado e remoção de esconderijos no quintal. Também é informado que os efeitos se consolidam ao longo de semanas, não imediatamente.

Com informações de Olhardigital