O silêncio natural dos veículos elétricos levou fabricantes e reguladores a introduzirem sons artificiais para reduzir riscos de atropelamento nas vias urbanas. A medida atende a preocupações de segurança apontadas por estudos e busca garantir que pedestres e ciclistas percebam a aproximação dos automóveis que não produzem o tradicional ruído de motor a combustão.

Risco à segurança e justificativa técnica

Um estudo da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) indica que veículos muito silenciosos apresentam maior probabilidade de provocar atropelamentos de pedestres e ciclistas quando comparados a carros convencionais. Pessoas com deficiência visual são especialmente afetadas, já que dependem em grande parte da audição para avaliar o tráfego. Além disso, argumenta-se que o cérebro humano está condicionado a reagir ao som do motor como sinal de perigo, o que motivou intervenção normativa para restaurar essa referência auditiva.

O que é o AVAS e quando ele dispara

O Sistema de Alerta Acústico de Veículos (AVAS) foi criado para emitir um som externo sempre que o automóvel elétrico circula em baixa velocidade. O módulo sonoro aciona o alerta enquanto a velocidade do veículo estiver abaixo de 30 km/h; acima desse limite, o ruído gerado pelos pneus e pelo vento tende a oferecer aviso natural suficiente. O sistema projeta um zumbido contínuo para alertar ciclistas e pedestres sobre a movimentação do veículo, e em marcha à ré a intensidade do som costuma ser aumentada para prevenir colisões posteriores.

Personalização dos sons pelas montadoras

Montadoras também vêm investindo em identidade sonora. Marcas de luxo contratam compositores, inclusive profissionais de Hollywood, para desenvolver assinaturas acústicas próprias. Conforme exemplos citados pelas fabricantes, a BMW tem optado por acordes orquestrais e espaciais; a Nissan adota tons melódicos e ascendentes; e a Jaguar utiliza um zumbido mais técnico e encorpado. Todos esses designs sonoros devem respeitar os limites de decibéis definidos pela legislação local.

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Controle pelo motorista e panorama urbano

Em muitos modelos, o motorista pode selecionar modos de condução que alteram a intensidade do alerta externo, ajustando o som conforme a situação. Prefeituras projetam uma redução no ruído urbano tradicional com a adoção crescente de veículos elétricos, o que tende a transformar a paisagem sonora das cidades. Especialistas em segurança pública, por sua vez, defendem a necessidade de padronizações e normas mais estritas para garantir que os novos avisos sejam identificáveis por todas as faixas etárias.

Com informações de Olhardigital