Meio & Mensagem convidou especialistas de agências, empresas e universidades para identificar as principais direções que o setor de mídia deve seguir em 2026. Entre os temas avaliados estão o avanço do digital, o papel da inteligência artificial, o crescimento do social commerce e a consolidação de formatos curtos de vídeo.
Crescimento do meio digital e social commerce
Dados da Emarketer revelam que o Brasil consome 53% mais redes sociais que a média das grandes economias e que, entre janeiro e setembro de 2025, o investimento publicitário digital atingiu 41,5% do total, superando os 40,3% captados pela TV, segundo o Cenp-Meios. O social commerce segue em alta: em três meses, o TikTok Shop registrou um crescimento de vendas acima de 4.000%, de acordo com a Infomoney. Também já são quase 40% das buscas de produtos ocorrendo dentro das plataformas sociais, patamar equivalente ao dos buscadores tradicionais.
Inteligência artificial na criação e na compra de mídia
Especialistas preveem que a IA generativa será inserida em etapas cada vez mais avançadas da produção de conteúdo audiovisual e na otimização de compra de mídia. Já existem ferramentas como TikTok Symphony e Advantage+ da Meta que ajudam a acelerar e personalizar criativos. Na avaliação de Eric Messa, professor da Faap, a IA se tornará “coprotagonista” dos processos, mas trará debates sobre privacidade de dados e transparência no uso de informações de consumidores.
Formatos curtos, storytelling e experiências imersivas
O consumo móvel consolida o formato de microdramas e vídeos verticais, adaptados à dinâmica das redes sociais. Rafael Kiso, da mLabs, destaca que os vídeos curtos continuam dominando a atenção, mas o conteúdo horizontal seguirá forte em smart TVs e plataformas de streaming. Bruno Almeida, da US Media, acrescenta que, embora o VR não decole em massa, o estilo POV (Point of View) avança com óculos conectados, aproximando o usuário de perspectivas reais.
Creator economy e first-party data
Em 2026, a economia dos criadores deve amadurecer, com surgimento de thought leaders e influenciadores corporativos que reduzem custos de aquisição. Por outro lado, a profissionalização e a disputa de atenção podem dificultar a expansão de pequenos produtores amadores. No front de dados, o fim dos cookies de terceiros reforça a importância do first-party data e de plataformas de Customer Data Platform (CDP) para segmentação e mensuração de campanhas.
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Modelos híbridos e retail media
A integração entre online e offline avança através do retail media, unindo dados de consumo em e-commerce e pontos de venda físicos. Grandes eventos, como a Copa do Mundo FIFA 2026, devem acelerar ativações que combinam DOOH, experiência presencial e transmissões globais. No Brasil, o ecossistema fragmentado de varejo confere valor estratégico aos dados proprietários de cada player regional.
Em síntese, 2026 será marcado pelo equilíbrio entre automação e criatividade humana, pelo reforço do social commerce e pela consolidação de uma mídia cada vez mais orientada por dados próprios e inteligência artificial.
Com informações de Meioemensagem

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6