Estudo aponta disparidade entre consumo e receita no streaming na América Latina

O Projeto BRIDGE, conduzido pela WIN, identificou um desequilíbrio significativo entre a participação da América Latina no total de streams globais e sua fatia nas receitas de streaming. Segundo o estudo, a região responde por 21% do volume global de streams, mas recebe apenas 7% da receita gerada nesse mercado.

O levantamento detalha os gargalos enfrentados pelos mercados latino-americanos, mostrando que, apesar de o consumo digital ser expressivo, a monetização permanece baixa. Entre as evidências citadas pelo relatório está o papel de países como o Brasil, que se destaca pelo aumento no consumo de música em plataformas de streaming.

O Brasil, conforme apontado pelo Projeto BRIDGE, registrou crescimento de 14,1% — dado que o estudo traz como indicativo da expansão do consumo no país. Ainda assim, o relatório ressalta que esse avanço do consumo não se traduz proporcionalmente em receita, o que reafirma o desequilíbrio identificado pela WIN entre participação em plays e participação em receita.

De acordo com o estudo, a diferença entre a fatia de streams e a parcela de receita reflete problemas estruturais no ecossistema de música na América Latina, apontados como gargalos no relatório. O documento relaciona esses entraves à capacidade de conversão do alto volume de consumo em ganhos financeiros equivalentes aos observados em outras regiões com menor participação de streams.

Projeto BRIDGE, da WIN, revela que América Latina gera 21% dos streams globais, mas recebe apenas 7% da receita; Brasil cresce 14,1% e evidencia o desequilíbrio

Imagem: Divulgação

O Projeto BRIDGE, portanto, chama atenção para a necessidade de ações que melhorem a monetização no mercado de streaming latino-americano, uma vez que a região sustenta uma parcela significativa do consumo global sem receber uma compensação proporcional em receita.

Com informações de Mundodamusicamm