Público da Copa prioriza tecnologia, finanças e setor automotivo, aponta pesquisa
Faltando 17 dias para a abertura da Copa do Mundo, com México enfrentando a África do Sul, uma pesquisa vinculada ao Target Group Index Global Quick View mostra que torcedores do torneio apresentam maior interesse em temas como tecnologia, finanças e automóveis em comparação com a população adulta em geral.
Segundo o levantamento do Ibope, enquanto 38% dos adultos em geral se dizem interessados em tecnologia, esse índice sobe para 58% entre os fãs da Copa. No campo das finanças, o percentual passa de 31% na população adulta para 47% entre os que acompanham a competição. Quanto ao setor automotivo, o interesse aumenta de 19% para 29% entre os torcedores.
O estudo também levantou expectativas de consumo para os próximos 12 meses. Entre os adultos de níveis socioeconômicos mais altos, 31% mencionaram a intenção de fazer uma viagem internacional; entre os fãs da Copa, essa preferência alcança 43%. A pesquisa indica ainda crescimento no interesse em comprar ou reformar a casa (de 26% para 33%), adquirir um carro novo (de 24% para 30%) e investir em fundos, ações ou participações (de 22% para 29%).
Sobre a intensidade do engajamento com o torneio, o Ibope aponta que Brasil, Argentina e África do Sul são os mercados onde a competição tem maior impacto. Por outro lado, Estados Unidos, Japão e Taiwan aparecem entre os menos impactados. “Apesar de o torneio ser realizado em grande parte nos Estados Unidos, isso não se traduz em um alto nível de engajamento com a competição”, observa o instituto.
Em termos de gênero, o levantamento indica maior proporção de homens interessados na Copa a nível global (31%) em comparação com mulheres (17%). No entanto, essa tendência varia por mercado: em países com maior impacto do torneio, como Brasil, Argentina e África do Sul, a participação feminina é superior à média global masculina — no Brasil, chega a 35%.
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A pesquisa também mostra que os torcedores da Copa têm três vezes mais probabilidade de estar entre os 10% de adultos com maior conexão socioeconômica, característica que os torna mais atraentes para profissionais de marketing. Essa concentração está especialmente presente em mercados populosos em rápido desenvolvimento, como Índia, Filipinas e Arábia Saudita.
“Diferentemente da Europa e da América do Sul, o futebol nesses mercados não foi historicamente tão popular, mas vem ganhando espaço entre consumidores mais escolarizados e de maior renda. O alto valor desses fãs em mercados em rápido desenvolvimento os torna um público especialmente estratégico para as marcas, tanto durante quanto após o torneio”, dizem os autores do estudo.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6