O quebra‑gelo francês L’Astrolabe, equipado com 6.400 kW de potência, atravessa 2.700 quilômetros de mar hostil para abastecer uma rota terrestre de 1.100 km que leva suprimentos a duas bases isoladas na Antártica. A embarcação tem casco projetado para avançar em gelo de até 70 centímetros e capacidade para transportar 1.200 toneladas de carga.

A operação do navio é dividida entre a travessia oceânica e o abastecimento sobre o planalto antártico. Entre a Tasmânia e a costa da Antártica, o L’Astrolabe inicia a cadeia logística que termina em Terra Adélia, região onde comboios terrestres assumem o transporte final até a estação Concordia.

O trecho final até Concordia é realizado por convoys que percorrem o planalto durante uma janela logística curta, restrita ao verão austral. Nesse período, condições climáticas e de visibilidade permitem a movimentação de cargas entre a costa e a estação de alta altitude.

O navio combina capacidade de quebra de gelo, espaço de carga e autonomia para assegurar a transferência de mantimentos e equipamentos entre a Tasmânia e a base francesa em Terra Adélia. A sequência logística depende da chegada do L’Astrolabe à costa antártica e da subsequente organização dos comboios terrestres para cumprir o trajeto até as estações isoladas.

Com o casco reforçado para navegação em gelo de 70 centímetros e potência de 6.400 kW, a embarcação desempenha papel central no abastecimento anual das bases francesas, garantindo a movimentação de até 1.200 toneladas por viagem ao longo de uma rota que soma mais de dois mil quilômetros de mar e mil quilômetros de deslocamento sobre o continente gelado.

Imagem: Divulgação

Os movimentos do quebra‑gelo e dos comboios terrestres são programados para coincidir com a janela logística do verão austral, quando as condições permitem a operação entre a costa e o interior antártico, incluindo o percurso final rumo a Concordia.

Com informações de Clickpetroleoegas