Startup alerta para aumento expressivo no custo de obras por manutenção adiada
A Houser, startup que conecta clientes a prestadores de serviços residenciais, afirma que atrasos em reparos domésticos podem encarecer obras em até 400%. A avaliação do CEO Felipe Rossi relaciona o problema a um comportamento cultural do brasileiro, que prioriza manutenção corretiva em vez de preventiva.
Dados de uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box apontam que 62% dos brasileiros consideram as despesas com moradia prejudiciais à qualidade de vida. O levantamento também mostra que 44% dos entrevistados já recorreram a empréstimos e 29% usaram o cartão de crédito para custear gastos inesperados com a casa.
Para Rossi, o contraste entre cuidados com o carro — como lavagem, enceramento e trocas regulares de óleo — e a negligência com a casa é marcante. Segundo ele, a ausência de pequenas manutenções leva a intervenções muito mais caras no futuro.
Como exemplos práticos, a empresa cita problemas nas roldanas de uma vidraça de varanda que, por falta de lubrificação, podem demandar a substituição completa do sistema por valores elevados. Outro exemplo recorrente é o ar-condicionado: a falta de limpeza do dreno pode provocar entupimentos, vazamento de água para dentro do equipamento, danos ao teto, ao gesso e ao piso, e gerar infiltrações que custam milhares de reais para reparar.
Nos Estados Unidos, a Houser já atua com mais de mil prestadores de serviços cadastrados na Flórida. Rossi observa que, naquele mercado, regras de condomínios frequentemente obrigam manutenções preventivas, o que reduz o acúmulo de problemas. No Brasil, segundo ele, a solução passa por educação financeira e patrimonial.
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Como estratégia para modificar o comportamento do consumidor, a Houser está lançando o Houser Care, um serviço por assinatura mensal que prevê manutenções preventivas agendadas e atendimento emergencial rápido, com o objetivo de evitar que pequenos defeitos se transformem em reformas dispendiosas. A empresa planeja cadastrar cerca de 100 mil profissionais parceiros no Brasil.
Rossi também ressaltou o papel da tecnologia: embora a Houser utilize recursos digitais para aprimorar a experiência do cliente, a execução dos serviços continua dependente de mão de obra técnica. Ele destacou que esse segmento deve manter demanda por profissionais mesmo com a automação de outras áreas.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6