Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Leicester propõem que o que unifica as cinco maiores extinções em massa dos últimos 450 milhões de anos é a velocidade das alterações ambientais, e não apenas seus gatilhos individuais. O trabalho, publicado na revista Physical Review Letters, indica que essas catástrofes ocorreram quando as transformações no ambiente ocorreram mais rapidamente do que as espécies conseguiam acompanhar por adaptação evolutiva.
O que o estudo fez
A equipe desenvolveu um modelo matemático que relaciona a taxa de mudança ambiental com o tempo necessário para que populações evoluam de modo a permanecer viáveis. A partir dessa relação, os autores definiram um “limite de adaptação”: abaixo desse limiar, as espécies tendem a persistir; acima dele, o risco de extinção cresce substancialmente, independentemente da causa inicial da mudança.
Testes com registros geológicos
Para validar a hipótese, os cientistas confrontaram as previsões do modelo com registros geológicos de 27 eventos ocorridos ao longo dos últimos 450 milhões de anos, todos associados a alterações significativas no ciclo global do carbono. A comparação mostrou que os cinco episódios classificados como grandes extinções em massa coincidiram com períodos em que as mudanças ambientais superaram o limite de adaptação previsto pelo modelo.
Os autores ressaltam que, embora os gatilhos desses eventos fossem distintos — incluindo erupções vulcânicas de grande escala, períodos de glaciação e o impacto de um asteroide —, o mecanismo subjacente que levou à perda maciça de espécies foi o mesmo: transformação ambiental mais rápida do que a resposta evolutiva possível das populações.
Implicações
Segundo o estudo, a abordagem pode ajudar a compreender por que eventos de natureza diferente produziram resultados semelhantes para a vida na Terra e oferecer um quadro para estimar como a biodiversidade reagirá a mudanças ambientais futuras. Os autores sugerem que o modelo pode servir como base para pesquisas que busquem prever os efeitos das transformações climáticas em curso sobre ecossistemas.
Imagem: Shutterstock
O trabalho acrescenta uma perspectiva quantitativa sobre a relação entre ritmo de mudança e capacidade de adaptação, destacando o papel do tempo de resposta biológica na determinação do destino de espécies diante de rápidas alterações ambientais.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6