O banco Santander alterou sua recomendação para as ações da Petrobras, passando a indicar compra, e elevou suas projeções para os papéis da estatal. A mudança reflete uma avaliação mais positiva sobre a capacidade da companhia de distribuir recursos aos acionistas, impulsionada pela expectativa de maior flexibilidade financeira e pela possibilidade de pagamentos extraordinários.

Os analistas do Santander destacam que a revisão leva em conta uma perspectiva distinta para a estrutura de capital da Petrobras. Segundo o banco, o próximo Plano Estratégico da empresa pode trazer ajustes que ampliem a margem de manobra para repasses de caixa, reduzindo preocupações anteriores relacionadas aos compromissos de investimento da companhia.

Na estimativa divulgada pelo banco, a Petrobras teria potencial para entregar um rendimento próximo de 12% tanto em fluxo de caixa livre ao acionista quanto em dividendos em 2026. O Santander também avalia que as discussões sobre dividendos extraordinários devem ganhar força com a elaboração do Plano Estratégico 2027-2031.

O crescimento da produção é outro elemento que sustenta a visão positiva. O banco considera que a estatal pode superar suas próprias metas operacionais para 2026, apoiada pelo desempenho verificado nos primeiros meses do ano e pela entrada em operação de novos ativos de produção.

Além disso, os analistas ressaltam que as ações da Petrobras ainda são negociadas a múltiplos que o Santander classifica como atrativos quando comparados a médias históricas e a concorrentes globais do setor. A instituição também vê espaço para recuperação gradual da produção e avanços em projetos estratégicos de exploração, fatores que podem contribuir para a valorização dos papéis.

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Mesmo com a recomendação favorável, o Santander aponta riscos que podem limitar o cenário projetado. Entre eles estão investimentos acima do previsto, operações de fusões e aquisições e flutuações nos preços internacionais do petróleo. A Petrobras, por sua vez, tem demonstrado cautela quanto ao pagamento de dividendos extraordinários, reiterando que a prioridade segue sendo a execução dos investimentos e o controle do endividamento.

O banco, portanto, ajusta sua orientação para compra com base na expectativa de maior capacidade de distribuição de caixa e em sinais operacionais que favorecem a produção, ao mesmo tempo em que ressalta os principais riscos a serem acompanhados.

Com informações de Portalin