Cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte estão adotando medidas sustentáveis para enfrentar o aumento das temperaturas nas áreas urbanas. As ações combinam aumento de vegetação com aplicação de telhados refletivos, visando reduzir o efeito das ilhas de calor, melhorar o conforto térmico e gerar economia de energia nas edificações.

O que está sendo feito

Os municípios têm priorizado o plantio de árvores em praças, ruas e calçadas, a criação de parques urbanos e a implantação de jardins comunitários em bairros mais quentes. Paralelamente, há programas para aplicar revestimentos claros em coberturas residenciais e comerciais — conhecidos como telhados refletivos ou “cool roofs” — com o objetivo de reduzir a absorção de radiação solar.

Por que as intervenções são adotadas

Telhados refletivos aumentam a quantidade de luz solar refletida pela superfície, o que diminui a temperatura interna de prédios e reduz a necessidade de ar-condicionado, apontando para ganho em eficiência energética. A vegetação, por sua vez, oferece sombra, melhora a circulação de ar e altera o microclima local, colaborando para a queda das temperaturas nas áreas urbanas.

Como as ações são planejadas e avaliadas

Autoridades e equipes técnicas utilizam imagens de satélite e sensores urbanos para identificar pontos com maior intensidade térmica e monitorar a eficácia das medidas adotadas. Softwares de análise espacial transformam esses dados em painéis interativos que orientam gestores sobre onde manter ou ampliar intervenções, permitindo ajustes contínuos nas políticas públicas.

Benefícios e replicabilidade

As intervenções combinadas trazem redução do calor interno em edificações, economia de energia e melhora no bem-estar da população. A experiência das três cidades tem sido apresentada como modelo que pode ser replicado por outros municípios. Investimentos em vegetação e telhados refletivos são apontados como soluções práticas, de baixo custo relativo e alto impacto social para 2027 e além.

Imagem: Divulgação

As medidas em andamento demonstram um direcionamento do planejamento urbano para ações preventivas e baseadas em dados, com foco em tornar áreas urbanas mais resilientes a ondas de calor.

Com informações de Olhardigital