O crescimento do empreendedorismo entre jovens de 18 a 29 anos no Brasil impulsionou a discussão sobre liderança no mercado de trabalho. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o número de jovens proprietários de negócio atingiu 4,9 milhões no fim de 2024, avanço de 25% em relação a 2012, e a renda média desse grupo chegou a R$ 2.567, desempenho que motivou a prioridade por modelos de gestão mais eficazes.

Levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em parceria com o Sebrae, aponta que o total de jovens donos de negócio subiu de 3,9 milhões em 2012 para 4,9 milhões em 2024. Apesar de a renda média dos empreendedores jovens ser 26,2% inferior à média geral dos empreendedores, ela cresceu 25,4% desde 2021, taxa superior ao avanço observado no agregado nacional no mesmo período.

O estudo também traz o perfil desses empreendedores: 57% se autodeclaram negros, 64% são homens, mais de 37% são chefes de domicílio e 27% tinham CNPJ em 2024, indicando maior formalização.

O que é liderança

No contexto profissional, liderar envolve influenciar pessoas para cumprir objetivos comuns, não apenas exercer autoridade. Segundo definição da PUC-RS citada na pesquisa, o líder inspira, orienta e cria condições para que a equipe entregue resultados com qualidade. A distinção entre líder e chefe reside na forma de conduzir: o chefe recorre à autoridade formal; o líder conquista respeito pela capacidade de mobilizar e desenvolver talentos.

Seis estilos de liderança

O levantamento descreve seis modelos de liderança adotados em organizações e negócios:

1. Liderança autocrática
Descrito originalmente em 1939 por Ralph White e Ronald Lippitt, esse estilo centraliza decisões no gestor, priorizando a execução de tarefas em detrimento das relações interpessoais. A participação da equipe é reduzida e a atuação tende a ser mais rápida, mas pode provocar desmotivação no longo prazo.

2. Liderança democrática
Caracteriza-se pelo diálogo: o líder ouve a equipe, compartilha decisões e busca soluções coletivas. Esse formato eleva o comprometimento e favorece um ambiente colaborativo, contribuindo para produtividade sustentável.

3. Liderança liberal
Também chamada de laissez-faire, confere ampla autonomia ao grupo e reduz a intervenção do gestor. A liberdade pode estimular a iniciativa, mas a falta de orientação clara pode comprometer foco e resultados.

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4. Liderança coaching
Aproxima o gestor de um treinador, com foco no desenvolvimento individual. O método fortalece competências e prepara profissionais para desempenho superior.

5. Liderança carismática
Baseada na capacidade de comunicação e influência pessoal, esse estilo mobiliza pela admiração e confiança, facilitando o engajamento e a formação de equipes duradouras.

6. Liderança situacional
Com base na ideia de que não existe um único modo correto de liderar, esse modelo, conforme artigo da Serasa, orienta o gestor a ajustar sua postura segundo a maturidade da organização e o preparo técnico e emocional dos colaboradores. Na prática, manifesta-se em quatro formas de atuação: direção (postura firme e tarefas definidas), orientação (condução participativa e acompanhamento), apoio (suporte emocional e estímulo à confiança) e autonomia (delegação de responsabilidades e liberdade para organizar o trabalho).

Cada estilo apresenta vantagens e riscos; a escolha adequada depende do contexto organizacional, do perfil do time e dos objetivos estabelecidos.

Com informações de Fastcompanybrasil