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Profissões ligadas ao cuidado — como enfermagem, educação infantil, ensino fundamental, assistência social e atendimento a idosos — enfrentam déficit crescente de trabalhadores do sexo masculino e baixa consideração social e salarial, alertam especialistas. Enquanto políticas de igualdade têm estimulado a entrada de mulheres em áreas tradicionalmente masculinas, há pouca iniciativa equivalente para atrair homens às ocupações dominadas por mulheres.
Quem, o que e por quê
Segundo o debate público, governos, empresas e universidades incentivaram mulheres a atuar em setores de maior prestígio e remuneração, como engenharia e tecnologia. No entanto, a migração inversa praticamente não ocorreu. O acadêmico Richard Reeves usa a sigla HEAL (saúde, educação, alfabetização e administração) para descrever áreas onde homens permanecem sub-representados, apesar da demanda crescente por profissionais.
Contexto e impacto
Nas economias avançadas, ocupações dominadas por mulheres estão entre as que mais sofrem com falta de mão de obra: enfermagem, cuidado domiciliar, educação infantil, ensino, assistência a idosos, apoio a pessoas com deficiência e serviço social. O envelhecimento populacional tende a ampliar essa pressão estrutural, elevando a necessidade desses profissionais.
Apesar de avanços tecnológicos, a atenção humana — empatia, julgamento clínico e segurança — continua indispensável nessas funções, o que reduz a possibilidade de substituição por automação.
Causas culturais e econômicas
O desinteresse masculino por carreiras de cuidado tem raízes culturais: meninos crescem com poucos modelos masculinos nesses ambientes, o que reforça a ideia de que essas profissões “não são para eles”. Além disso, há dinâmicas de mercado que desvalorizam ocupações quando aumentam os contingentes femininos. Estudos sociológicos indicam que a feminização de uma área costuma vir acompanhada de queda no prestígio e nos salários.
Por outro lado, quando homens ingressam em maior número, há casos em que o status da profissão sobe e alguns homens se beneficiam de uma “escada de vidro”, obtendo promoções e posições de liderança mais rapidamente.
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Consequências sociais
A escassez masculina no trabalho relacional tem implicações mais amplas: reduz a transmissão de habilidades socioemocionais entre crianças e limita modelos de masculinidade baseados no cuidado. Autores do debate público defendem que a presença de homens em papéis de cuidado contribui para formas positivas de autoridade masculina, ancoradas em competência e empatia.
Soluções propostas
Para reverter o quadro, são sugeridas medidas estruturais: tornar modelos masculinos visíveis em creches, hospitais e escolas; desafiar estereótipos de gênero desde a orientação profissional na infância e adolescência; melhorar salários e condições de trabalho nas ocupações de cuidado; criar campanhas de recrutamento voltadas a homens, semelhantes às promovidas para estimular mulheres em STEM; e normalizar representações de masculinidades cuidadoras na mídia e na cultura.
Essas ações visam reconhecer o trabalho de cuidado como fundamental ao funcionamento da sociedade e atrair profissionais de ambos os gêneros para funções essenciais ao bem-estar coletivo.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6