A agência de classificação de risco S&P Global Ratings confirmou a nota soberana do Brasil em BB e renovou a perspectiva estável, sinalizando que não antecipa alterações na avaliação da capacidade de pagamento do país no curto e médio prazos.

No relatório divulgado pela agência, a S&P aponta elementos que sustentam a manutenção da classificação, entre eles a robustez do setor externo brasileiro, a flexibilidade da política monetária, a independência do Banco Central e a profundidade do mercado financeiro doméstico. Ao mesmo tempo, a agência ressalta que persistem desafios fiscais, como o equilíbrio das contas públicas e o alto nível de endividamento do governo.

A nota BB foi atribuída ao Brasil em dezembro de 2023, quando a S&P elevou o rating em razão do avanço em reformas estruturais, com destaque para a aprovação da reforma tributária. Desde então, a classificação permanece sem alterações, acompanhada de perspectiva estável.

Com essa avaliação, o país segue dois níveis abaixo do chamado grau de investimento — categoria reservada a economias com menor risco de crédito. A S&P afirma que uma eventual elevação da nota dependerá de progressos consistentes na consolidação fiscal, do fortalecimento do crescimento econômico de longo prazo e da continuidade das reformas estruturais. Por outro lado, a agência alerta que um agravamento das contas públicas ou uma piora na dinâmica da dívida pública poderia exercer pressão negativa sobre a classificação.

A manutenção da nota tende a preservar a percepção de estabilidade entre investidores internacionais, diminuindo incertezas sobre o ambiente macroeconômico do Brasil. Ainda assim, o fato de o país continuar abaixo do grau de investimento mantém-no no grupo de mercados com perfil considerado especulativo pelas principais agências de risco.

S&P reafirma nota de crédito do Brasil em BB e mantém perspectiva estável

Imagem: Divulgação

Em resumo, a S&P reitera a avaliação BB para o Brasil e reforça a perspectiva estável, citando pontos fortes no panorama externo e na estrutura institucional do país, ao mesmo tempo em que destaca riscos fiscais que precisam ser enfrentados para viabilizar uma melhoria na nota.

Com informações de Portalin