Em 9 de fevereiro, o bilionário Elon Musk anunciou que a SpaceX está redirecionando seu foco principal para a construção de uma “cidade autossustentável” na superfície lunar, projeto que, segundo ele, pode ser realizado em menos de dez anos. A declaração foi feita pelo próprio Musk em sua plataforma de mídia social X, onde ele ressaltou a urgência de garantir o futuro da civilização humana.

Apesar do compromisso de longo prazo de levar pessoas a Marte, com a meta de estabelecer uma colônia marciana em cinco a sete anos, Musk destacou que a Lua representa um objetivo mais rápido. “Ainda pretendemos avançar no projeto de cidade em Marte dentro de cinco a sete anos, mas a prioridade principal é garantir o futuro da civilização, e a Lua é mais rápida”, escreveu ele.

Os comentários de Musk reforçam uma reportagem do Wall Street Journal divulgada na sexta-feira anterior, a qual informava que a SpaceX comunicou investidores sobre a prioridade à missão lunar, com um pouso não tripulado planejado para março de 2027. Até o ano passado, a empresa mantinha a missão não tripulada a Marte programada para o final de 2026.

No início de 2024, Musk chegou a descartar a Lua como meta imediata: “Não, vamos direto para Marte. A Lua é uma distração”, afirmou em janeiro, em resposta a um usuário no X. Contudo, a estratégia da empresa agora aponta para um estabelecimento lunar com infraestrutura capaz de produzir recursos localmente e manter operações de forma independente.

Corrida com a China

Os Estados Unidos enfrentam forte concorrência da China para devolver astronautas à Lua ainda nesta década. Desde a missão Apollo 17, em 1972, nenhum ser humano pisa no satélite natural da Terra. A corrida espacial, portanto, ganhou novo fôlego com os planos revisados da SpaceX.

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Recentemente, Musk também anunciou a aquisição de sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, integrando-a à estrutura da SpaceX. A operação avaliou a fabricante de foguetes e satélites em US$ 1 trilhão, enquanto a xAI ficou avaliada em US$ 250 bilhões. Segundo defensores da compra, o grupo agora poderá desenvolver centros de dados no espaço, que seriam mais eficientes em termos energéticos do que instalações terrestres, em resposta à crescente demanda por poder computacional no avanço da inteligência artificial.

Com essa mudança de prioridades, a SpaceX reforça seu objetivo de estabelecer presença humana permanente na Lua antes de avançar de forma mais robusta para Marte, realinhando prazos e recursos à luz de desafios técnicos e geopolíticos.

Com informações de Infomoney