A Starbucks anunciou um programa de pagamento de bônus que poderá aumentar em até US$ 1.200 por ano a remuneração de trabalhadores por hora nos Estados Unidos, incluindo baristas e supervisores de turno, se a unidade atingir metas de vendas, operações e atendimento ao cliente, informou a empresa na quinta-feira (2).
O novo esquema entra em vigor em julho, com o primeiro pagamento trimestral previsto para começar em setembro. Inicialmente, a iniciativa abrange apenas lojas operadas diretamente pela rede no mercado norte-americano, principal praça da companhia.
A medida faz parte de um esforço para acelerar o atendimento e melhorar as interações com os clientes, após avaliações de serviço considerado lento e maior foco em pedidos para viagem, que contribuíram para a estagnação das vendas. Segundo a companhia, o objetivo é incentivar baristas a serem mais rápidos e cordiais.
Brian Niccol, que assumiu como CEO em 2024, lançou uma estratégia voltada para cafeterias mais acolhedoras, com assentos mais confortáveis, processos de pedido mais ágeis e interações mais calorosas com consumidores. A empresa afirmou que as vendas em unidades já estabelecidas cresceram 4% no último trimestre, o maior avanço em dois anos.
A Starbucks também revisou para cima sua perspectiva para 2026, apontando uma expectativa mais forte do que o mercado previa, embora investidores aguardem confirmação de crescimento contínuo.
Além dos bônus, a rede passará a oferecer a opção de gorjeta por cartão de crédito e débito para clientes que utilizam o aplicativo para pedidos online ou pagam no caixa. A companhia estimou que a soma de bônus e gorjetas pode aumentar a remuneração dos trabalhadores entre 5% e 8%.
Outra mudança anunciada é a adoção do pagamento semanal para funcionários, em substituição ao calendário de duas vezes por mês. A empresa também informou que criará a função de coach para dar suporte aos gerentes e manter o funcionamento das unidades.
Imagem: Ap
Condições e alcance
As alterações serão negociadas nas unidades sindicalizadas, que representam cerca de 5% das lojas, conforme o comunicado. O grupo Starbucks Workers United criticou a iniciativa, afirmando que os bônus e as gorjetas ficam em grande parte fora do controle dos baristas, dependendo das métricas definidas pela gestão e das gorjetas dos clientes.
Desde o início do plano de recuperação dos negócios, a Starbucks investiu cerca de US$ 500 milhões para reforçar a escala de funcionários nos horários de maior movimento. As mudanças se aplicam apenas às lojas operadas pela empresa, não alcançando unidades licenciadas, como as situadas em aeroportos, supermercados e operações em outros países. No Brasil, a operação é licenciada pela Zamp, controlada pela Mubadala Capital.
De acordo com documentos regulatórios, as unidades operadas diretamente pela Starbucks nos Estados Unidos empregavam 214 mil pessoas em setembro. A companhia afirmou esperar que os melhores resultados compensem o custo dos bônus. Até o fechamento de quinta-feira, as ações acumulavam alta de 7,3% no ano, enquanto o índice S&P 500 registrava queda de quase 4%.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6