Quem: A União Soviética.

O que: Um submarino da classe Typhoon, projetado para transporte de mísseis nucleares e caracterizado por dimensões excepcionais e grande deslocamento.

Quando: Concebido durante a Guerra Fria e mantido em atividade até fevereiro de 2023.

Onde: Operava em missões que incluíam navegação e patrulha sob o gelo do Ártico.

Como: A embarcação media aproximadamente 175 metros de comprimento e chegou a apresentar um deslocamento em torno de 48 mil toneladas. Para propulsão e geração de energia, foi equipada com dois reatores nucleares, recurso que permitia longos períodos de operação submersa.

O submarino da classe Typhoon foi desenvolvido pela União Soviética no contexto da corrida estratégica entre superpotências. Seu projeto priorizou a capacidade de lançamento de ogivas nucleares a partir do mar, ao mesmo tempo em que oferecia autonomia e resistência suficientes para operar sob captações de gelo, região considerada estratégica para patrulhas de dissuasão.

Submarino Typhoon: o gigantesco navio soviético que abrigava mísseis nucleares e operava sob o Ártico

Imagem: Divulgação

Com comprimento estimado em 175 metros e tonelagem próxima de 48 mil toneladas, o Typhoon destacou-se entre os maiores submarinos já construídos. A combinação de grande porte, reatores nucleares duplos e capacidade de operar em áreas cobertas por gelo fez dele um ativo singular nas forças navais soviéticas e, posteriormente, russas.

Ao longo de sua vida útil, a classe Typhoon marcou presença nas doutrinas navais de dissuasão estratégica, mantendo prontidão para o emprego de mísseis nucleares a partir de plataformas submarinas. Mesmo com o avanço de novas tecnologias e projetos concorrentes, os Typhoon mantiveram um conjunto de características que, segundo registros, não foi superado em termos de tamanho até a data em que permaneceram em serviço.





Em fevereiro de 2023 encerrou-se o período registrado de atividade dessa classe, preservando o legado técnico e histórico desses exemplares como alguns dos maiores submarinos já operados no mundo.

Com informações de Clickpetroleoegas