Uma medida adotada pelos Estados Unidos que impõe uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros passa a vigorar nesta quarta-feira (22), informou o governo federal. O anúncio deve concentrar a atenção dos investidores no dia.

Segundo estimativa oficial, as novas taxas deverão incidir sobre cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas aos EUA. Produtos dos setores de aviação civil, petróleo, carne bovina e café ficaram de fora da lista de cobrança e, juntos, representaram aproximadamente um terço da pauta de vendas do Brasil ao mercado americano.

Boa parte do mercado financeiro acompanhará a reação das autoridades brasileiras à medida. Além de ações de suporte previstas para os ramos afetados, há expectativa de que o governo avalie a aplicação da Lei de Reciprocidade em algum momento.

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que essa possibilidade não deve ser encarada como ato de retaliação aos Estados Unidos, mas sim como um mecanismo para reparar o que considerou uma injustiça. A declaração sinaliza a intenção do Executivo de usar instrumentos legais antes que o assunto evolua para medidas mais duras.

Agenda de resultados e panorama do mercado

Além do impacto das tarifas, os investidores seguem atentos à temporada de balanços do segundo trimestre. No exterior, empresas como Alphabet, Tesla, IBM e AT&T divulgam resultados que poderão influenciar o humor das bolsas internacionais. No Brasil, a divulgação do balanço da WEG está no radar do mercado.

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No fechamento de terça-feira (21), o índice Ibovespa praticamente não apresentou variação, com queda de 0,03%, terminando o pregão em 173.325,65 pontos. O dólar comercial recuou 0,32% e foi cotado a R$ 5,07.

O avanço da tarifa norte-americana e a reação brasileira, assim como os próximos balanços corporativos, são apontados como os principais elementos a direcionar os movimentos dos mercados nos próximos dias.

Com informações de Borainvestir.b3