Muitos profissionais passam por momentos em que questionam o sentido do trabalho e se perguntam se devem sair do emprego. Enquanto essa insatisfação pode ser temporária para alguns, para outros ela se transforma em um descontentamento persistente que leva ao chamado “quiet quitting” ou à demissão — medidas que nem sempre resolvem causas mais profundas.
Dados da Gallup indicam que apenas 30% dos trabalhadores consideram ser um bom momento para procurar um novo emprego, mas mais da metade está buscando ativamente alternativas. Com base em uma década e meia de experiência como terapeuta, a autora identifica três caminhos práticos para lidar com essa inquietação antes de decidir deixar a posição atual.
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Pessoas inquietas normalmente têm múltiplos interesses e talentos. Porém, realização profissional depende de alinhamento entre atividades e valores, e não de executar tudo aquilo em que se é competente. Habilidades desenvolvidas por hábito ou para atender expectativas externas nem sempre se traduzem em propósito pessoal.
O texto traz o exemplo de um cliente de alto desempenho que, apesar de formação e conquistas condizentes com sua trajetória, passou a sentir-se sobrecarregado após o nascimento do filho. Sua identidade estava atrelada à validação recebida no trabalho e na vida pessoal. Depois de reavaliar valores e prioridades, ele encontrou formas de reduzir responsabilidades no cargo atual enquanto planejava alterações maiores para o futuro. A recomendação é mapear o que mudou nas suas prioridades e procurar maneiras de inserir mais desses elementos no trabalho que você já exerce.
PERSISTIR O SUFICIENTE PARA VER O RESULTADO
A inquietação pode ser sinal de necessidade de mudança — ou um mecanismo que impede melhorar a situação presente. Antes de pedir demissão, vale investigar se é possível tornar o emprego atual mais satisfatório, conversar sobre ajustes e investir tempo em iniciativas internas.
Pesquisa clássica de Angela Duckworth sobre “garra” mostra que perseverança é um preditor de sucesso mais consistente do que talento ou QI. Manter-se em uma tarefa permite aperfeiçoamento e, consequentemente, maior confiança. Isso não significa permanecer indefinidamente em uma função incompatível, mas sim dar uma chance real às possibilidades de mudança antes de optar por sair.
Imagem: Divulgação
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Um trabalho insatisfatório pode ser, na prática, um degrau útil para um próximo movimento. Planejar o futuro olhando cinco ou dez anos à frente ajuda a tomar decisões mais alinhadas com objetivos de longo prazo e a identificar quais ajustes imediatos são necessários.
Reserve um tempo para imaginar seu cenário profissional ideal e responda perguntas como:
- Como seria a cultura e o ambiente de trabalho desejados?
- Qual rotina e quais metas você gostaria de ter?
- Que tipo de atividade consideraria significativa e coerente com seus valores?
- Como seria o seu equilíbrio entre vida pessoal e profissional?
Anote as respostas e avalie se pequenas mudanças — buscar novas responsabilidades, aprender uma habilidade ou ajustar expectativas — podem reduzir a insatisfação. Muitas vezes a distância entre a posição atual e o objetivo almejado é menor do que parece nas primeiras horas da semana.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6