Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma vacina contra o vírus Ebola que pode ficar disponível para testes clínicos em aproximadamente dois a três meses. O imunizante é visto como uma alternativa para enfrentar o surto atual na República Democrática do Congo (RDC).

Vacina em desenvolvimento

O projeto utiliza a plataforma ChAdOx1, a mesma tecnologia empregada no desenvolvimento de vacinas durante a pandemia de Covid-19. Essa abordagem é descrita como altamente adaptável e permite ajustes rápidos para diferentes agentes infecciosos. Testes em animais já estão em andamento e, segundo informações divulgadas, o Serum Institute, da Índia, deve iniciar a produção em larga escala assim que o material for disponibilizado em padrão farmacêutico.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante pode estar pronto para uso em estudos clínicos dentro de dois a três meses, caso os marcos de produção e regulatórios sejam cumpridos.

Risco e situação na República Democrática do Congo

A OMS elevou o risco do surto na RDC de “alto” para “muito alto” a nível nacional. Essa atualização ocorreu após a entidade ter declarado, nos últimos dias, emergência de saúde pública de interesse internacional. Até o momento, autoridades de saúde registram 750 casos e 177 mortes confirmadas no país africano.

Apesar do aumento do nível de risco no âmbito nacional, a OMS considera que o risco global permanece baixo e ressalta que a situação não configura, neste momento, o surgimento de uma nova pandemia.

Variante responsável e características do vírus

O surto atual é atribuído à variante Bundibugyo do vírus Ebola, que é incomum e ainda não conta com vacinas validadas por testes clínicos específicos. Essa variante apresenta alta letalidade, com índice de mortalidade em torno de um terço dos infectados.

Imagem: Divulgação

O que é o Ebola e como se manifesta

O Ebola é uma doença viral rara e potencialmente fatal, de origem zoonótica, frequentemente associada a morcegos frugívoros. A transmissão a humanos pode ocorrer por contato com animais infectados. O período de incubação varia de dois a 21 dias.

Os primeiros sintomas aparecem de forma súbita e se assemelham aos de uma gripe, com febre, dor de cabeça e cansaço. Com a progressão da doença, podem surgir vômitos, diarreia e falência de órgãos. Em alguns casos ocorrem hemorragias internas e externas. A transmissão entre pessoas ocorre por contato com fluidos corporais infectados, como sangue ou vômito. Não existe tratamento específico aprovado para a doença até o momento.

Com informações de Olhardigital