A missão Artemis II segue em direção à Lua com desempenho geral satisfatório, mas a tripulação enfrentou dificuldades recorrentes com o sistema sanitário da cápsula Orion. O equipamento, conhecido como Sistema Universal de Gerenciamento de Resíduos (UWMS), apresentou falhas desde o primeiro dia de voo.
A Orion, fabricada pela Lockheed Martin, leva a equipe em uma missão de dez dias. O UWMS é semelhante ao utilizado na Estação Espacial Internacional e foi projetado para operar em microgravidade por meio de um fluxo de ar que suga os dejetos para dentro do sistema. O conjunto inclui funil e mangueira para urinar, um assento com abertura para evacuações e apoios para os pés e as mãos, que ajudam a manter o usuário na posição correta.
No início da missão, a bomba do vaso não estava “escorvada” o suficiente — ou seja, precisava de mais água para funcionar adequadamente. A especialista de missão Christina Koch, que se autodenominou “encanadora espacial”, conseguiu restaurar o funcionamento do sistema com instruções do Controle de Missão. Judd Frieling, diretor de voo da fase de subida, relatou que a equipe acrescentou água e verificou a escorvagem da bomba, o que resolveu temporariamente o problema.
Posteriormente, o problema retornou. Diferente da Estação Espacial Internacional, onde águas residuais são tratadas e recicladas em circuito fechado, a Artemis II descarta periodicamente esgoto para o espaço. Durante essas operações, a tripulação registrou partículas brilhantes cruzando a janela da Orion. Um descarte foi interrompido antes do previsto e a NASA suspeitou que gelo acumulado poderia estar bloqueando o bocal de ventilação utilizado para expelir o material.
Como medida de precaução enquanto a situação era investigada, a agência proibiu o uso do vaso para urinar. Em determinada troca de comunicações, Koch confirmou: “Entendido, estamos ‘sem autorização’ para o vaso”. A equipe permaneceu autorizada a usarem o sistema para evacuações, que recolhe sólidos e líquidos em bolsas à prova d’água, e contava com urinóis de contingência dobráveis para o caso de necessidade.
Medidas adotadas e liberação do sistema
O tanque destinado à urina tem capacidade limitada. Debbie Korth, vice-gerente do programa Orion na NASA, comparou o reservatório ao tamanho de “uma pequena lixeira de escritório” e ressaltou a necessidade de esvaziá-lo antes de aceitar novos volumes. Para tentar eliminar o bloqueio por gelo, os controladores orientaram que a cápsula fosse posicionada de modo que a saída de ventilação ficasse exposta ao Sol por algumas horas, com a intenção de aquecer e derreter o gelo.
Imagem: 2026 Getty Images
Testes subsequentes mostraram fluxo reduzido inicialmente, mas a estratégia progrediu. Na noite de sábado, o Centro Espacial Johnson informou à tripulação os resultados das análises e liberou o uso completo do vaso sanitário. Um comunicador afirmou, em tom de atualização, “Notícia de última hora”: a ventilação do tanque havia sido considerada apta e a equipe recebeu autorização para todos os tipos de uso do sistema.
A missão segue em curso e, após a liberação, os astronautas puderam retomar o uso normal do equipamento sanitário da Orion.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6