NASA encomenda rovers lunares de 1 tonelada e acelera plano de base — rover pode chegar já em 2028
Dois contratos de ~US$220 milhões, logística garantida por empresa privada e drones que vão mapear o polo sul
A NASA anunciou nesta semana a contratação de duas equipes para construir os próximos veículos que deverão circular na superfície lunar. A expectativa é ter pelo menos um rover operacional quando os astronautas retornarem — possivelmente já na missão Artemis IV, em 2028.
O que foi fechado
As empresas Lunar Outpost, de Colorado, e Venturi Astrolab, da Califórnia, receberam contratos similares — cada um próximo a US$220 milhões — para projetar e montar os chamados LTVs (veículos de terreno lunar).
Além disso, a NASA fechou um acordo para levar os veículos até a superfície lunar e contratou equipes para enviar pequenos drones de reconhecimento que vão sondar a região do polo sul, área-chave dos próximos pousos humanos.
Como são esses rovers
Os LTVs chegam como uma nova geração dos “buggies” da era Apollo: muito mais capazes, mas desenhados para produção rápida. Cada veículo terá cerca de 1 tonelada e espaço para dois ocupantes.
Projetados para enfrentar inclinações íngremes, eles podem subir e descer rampas de até 20 graus. Quando não houver tripulação a bordo, operam de modo autônomo ou por controle remoto a partir da Terra.
A velocidade esperada foi reduzida em relação a planos anteriores — o teto atual gira em torno de 10 km/h — em troca de um cronograma mais curto e requisitos menos complexos, como a retirada de um braço manipulador presente em especificações antecipadas.
Por que o cronograma foi apertado
Nos últimos anos a agência reavaliou seu roteiro e optou por simplificar o projeto para acelerar entregas. Em vez de um serviço contínuo de longo prazo, a NASA passou a priorizar contratos de menor duração e lançamentos mais rápidos.
O resultado: as empresas terão cerca de 18 meses para concluir os rovers — um esforço comparável ao desenvolvimento acelerado que levou ao rover das missões Apollo, que foi construído em pouco menos de 18 meses.
Imagem: Divulgação/Lunar Outpost
Quem leva os equipamentos e quem mapeia a Lua
Para transportar os LTVs, a agência contratou um serviço comercial de lançamentos e pouso lunar. Paralelamente, a Firefly Aerospace recebeu recursos para enviar quatro drones robóticos, desenvolvidos em parceria com o Jet Propulsion Laboratory, que farão reconhecimento do terreno.
Esses drones não se limitam a voar: são projetados para “pular” entre pontos, coletar imagens e criar mapas digitais em alta resolução dos locais de interesse, fundamentais para a seleção de zonas seguras para pouso e para a construção de um futuro posto avançado.
O que muda para o programa Artemis e para a presença humana na Lua
A decisão marca uma virada prática: priorizar entregas rápidas e ciclos de aprendizagem sobre grandes contratos de longa duração. A ideia é testar tecnologias em campo, recolher retorno dos astronautas e ajustar futuros designs com base em operações reais.
Ter rovers autônomos e remotamente controláveis antes da chegada de equipes humanas amplia a segurança das operações e acelera a montagem de infraestrutura básica para uma presença sustentada na Lua.
Próximos passos
Com contratos assinados, as empresas entram em fase de construção imediata. A janela de 18 meses coloca o calendário em ritmo intenso: os primeiros testes e integração com os sistemas de pouso deverão acontecer nos próximos meses.
Se a meta de ter um LTV na superfície em 2028 se confirmar, o programa lunar entra numa nova etapa — de exploração rápida e iterativa — que pode redefinir como a presença humana será expandida no satélite natural da Terra.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6