Tomiko Itooka, de 116 anos, é atualmente a pessoa mais velha do mundo, mas seu recorde de longevidade é modesto quando comparado a alguns habitantes do reino animal que vivem há mais de um século. Entre essas espécies, três se destacam por ultrapassarem o marco de 100 anos desde o século XIX.
1. Tubarão-da-Groenlândia
Considerado o vertebrado mais longevo conhecido, o tubarão-da-Groenlândia pode viver entre 250 e 500 anos. Isso significa que exemplares vivos hoje podem ter nadado nos oceanos desde a época da primeira circunavegação de Fernão de Magalhães (1519-1522). Embora os tubarões-da-Groenlândia habitem o Atlântico Norte e o Ártico — regiões distintas da rota sul seguida por Magalhães —, eles possivelmente testemunharam eventos como o naufrágio do Titanic, em 1912, e a instalação do primeiro cabo telegráfico transatlântico, em meados do século XIX.
Esses tubarões crescem em média 1 centímetro por ano e só atingem a maturidade sexual aos 150 anos. Seu metabolismo é extremamente lento, o que reduz o consumo de energia. Predadores de topo em ambientes frios e de baixíssima concentração de oxigênio, eles sofrem poucas ameaças e apresentam adaptações fisiológicas que retardam processos biológicos e estendem sua vida.
2. Baleia-da-Groenlândia
A baleia-da-Groenlândia também figura entre as espécies mais antigas, ultrapassando 200 anos de vida. A comprovação vem de arpões do século XIX encontrados em baleias capturadas na costa do Alasca na década de 2000. Esses animais conseguiram escapar da caça intensa do século XIX e só foram mortos por métodos modernos.
Pesquisas indicam que a longevidade dessas baleias está associada a genes que protegem suas células de danos e retardam o envelhecimento, além de um metabolismo lento favorecido pelas águas geladas do Ártico. Seu grande porte, combinado a mecanismos avançados de reparo celular, permite-lhes resistir a lesões e estresses ambientais, contribuindo para sua sobrevivência prolongada.
3. Tuatara
O réptil tuatara, nativo da Nova Zelândia, pode atingir entre 130 e 140 anos, segundo estudo publicado na revista Science. Embora alcance apenas 76 centímetros de comprimento, a espécie supera a longevidade média de outros ectotérmicos: tartarugas (~40 anos), crocodilos (~20 anos), cobras e lagartos (~12 anos), salamandras (~10 anos) e sapos (~8 anos).
Imagem: Divulgação
Entre os fatores que explicam essa resistência estão o metabolismo e o crescimento lentos, que reduzem o desgaste corporal, e o baixo risco de predação em habitats isolados. A tuatara também preserva traços evolutivos antigos, com adaptações metabólicas e estruturais que favorecem a sobrevivência prolongada em condições adversas.
Essas três espécies demonstram como adaptações fisiológicas, ambientais e evolutivas permitem que alguns animais alcancem idades impressionantes, desafiando limites que pareciam exclusivos dos registros humanos.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6