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O Brasil e outros 37 países assinaram um acordo internacional voltado a expandir o uso da energia nuclear nas próximas décadas, com a meta de triplicar a capacidade nuclear global até 2050. O compromisso foi motivado por preocupações relacionadas à segurança energética e à necessidade de reduzir as emissões de carbono.

Os signatários, que incluem nações da Europa, da Ásia e das Américas, colocaram a prioridade em políticas e investimentos capazes de elevar a participação da tecnologia nuclear na matriz elétrica mundial. Entre as ações previstas estão estímulos a novos reatores, pesquisa em tecnologias nucleares e projetos de longo prazo.

Autoridades europeias citadas no anúncio reconheceram uma mudança de posição sobre o papel da energia nuclear nas últimas décadas. Segundo essas autoridades, a participação da energia nuclear na geração elétrica da Europa diminuiu de cerca de um terço em 1990 para aproximadamente 15% atualmente. Para líderes do bloco, esse declínio — intensificado por decisões tomadas na sequência do acidente de Fukushima, em 2011 — acabou aumentando a dependência de combustíveis fósseis importados.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avaliou que o afastamento do nuclear pode ter sido um equívoco estratégico, ao reduzir o acesso a uma fonte considerada confiável, de custo relativamente acessível e de baixas emissões. Em resposta, o novo compromisso internacional pretende reverter parte desse movimento por meio de incentivos e de coordenação entre países.

Nos últimos anos, crises no fornecimento de energia e tensões geopolíticas reacenderam o debate sobre o papel do nuclear como complemento às fontes renováveis. Para diversos governos participantes, a tecnologia garante produção contínua de eletricidade com emissão de carbono mais baixa do que combustíveis fósseis, o que justificaria seu reforço na transição energética.

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O grupo de 38 países busca, portanto, atrair recursos para construção de usinas, desenvolvimento de soluções tecnológicas e implementação de políticas públicas que permitam ampliar a fatia da energia nuclear na matriz global até metade do século. As medidas devem focar tanto em capacidade instalada quanto em segurança e regulamentação para projetos de longo prazo.

O acordo marca uma reavaliação internacional sobre a utilidade do nuclear na segurança energética e nos compromissos climáticos, sem, porém, detalhar prazos nacionais específicos além da meta global para 2050.

Com informações de Portalin