Relatórios sobre diversidade no Brasil mostram concentrações expressivas de homens em posições de comando, mas levantam questionamentos sobre a formação desses líderes. Um levantamento de 2024 indica que 95% dos CEOs das maiores empresas do país são homens. Complementando o panorama, o IBGE aponta que 60,7% dos cargos gerenciais são ocupados por homens, enquanto pesquisa da Deloitte revela presença feminina de apenas 15,9% nos conselhos de administração brasileiros, abaixo da média global de 23%.
Recentes mudanças regulatórias também colocaram o tema em foco. A atualização da NR-1 tornou obrigatório, para empresas regidas pela CLT, o gerenciamento de riscos psicossociais como estresse, assédio, burnout e sobrecarga. Em 2025, o INSS registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais — o maior número da última década, segundo o próprio órgão.
Origens do comportamento masculino nas lideranças
O artigo relata que uma camada cultural raramente discutida influencia a cultura corporativa: o modelo de masculinidade que não foi educado para a introspecção. O autor afirma ter trabalhado 26 anos em grandes organizações e, nos últimos seis, facilitado círculos de desenvolvimento masculino e estudos sobre tradições ancestrais e psicologia profunda para investigar que tipo de liderança gera valor sem desumanizar trabalhadores.
Dados de pesquisa realizada pelo Instituto PdH com apoio da ONU Mulheres, feita com mais de 40 mil brasileiros, indicam que sete em cada dez homens foram ensinados, ainda na infância, a não demonstrar fragilidade; seis em cada dez, a não expressar emoções; e apenas dois em cada dez tiveram exemplos práticos de como lidar com seus sentimentos durante infância e adolescência. O texto cita o psicanalista junguiano James Hollis e a expressão que ele usa para esse fenômeno — “a conspiração do silêncio” — como explicação cultural para a transformação de medo e dor em controle e endurecimento.
Impactos na estratégia e na cultura organizacional
Relatórios internacionais também são citados para relacionar diversidade e desempenho. A pesquisa “Diversity Matters Even More”, da McKinsey, publicada em novembro de 2023 com base em 1.265 grandes empresas, mostra que organizações no quartil superior de diversidade de gênero em equipes executivas têm 39% mais probabilidade de superar concorrentes em performance financeira. Empresas com mais de 30% de mulheres em posições sêniores apresentam desempenho superior às que têm representação menor.
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O texto sustenta que culturas corporativas dominadas por uma única polaridade — descrita como um masculino direcional e expansivo — tendem a enfatizar crescimento a qualquer custo, ao mesmo tempo em que normalizam elevados níveis de burnout, alta rotatividade e decisões de curto prazo que afetam equipes. Em mentorias com executivos, observa-se que a cobrança por mudança é frequentemente projetada para fora, enquanto raramente os líderes se consideram objeto de transformação pessoal.
A reportagem coloca como questão central que tipo de repertório emocional sustenta as decisões daqueles que comandam grandes organizações e defende que o trabalho interior dos líderes tem sido tratado como assunto periférico, apesar de sua influência sobre ambientes de trabalho e resultados.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6