Vinte e quatro anos após o sequestro que chocou o mundo, Elizabeth Smart mantém uma rotina familiar estável em Utah e transformou o trauma em ativismo pela proteção infantil. Enquanto ela dedica-se a campanhas de prevenção e educação, seus dois sequestradores, Brian David Mitchell e Wanda Barzee, seguem caminhos judiciais distintos.

Vida familiar e ativismo

Em 2012, Elizabeth Smart casou-se com o escocês Matthew Gilmour, conhecido durante uma viagem missionária a Paris. Conforme ela revelou ao podcast Skip Intro, a falta de conhecimento prévio dele sobre o crime foi fundamental para que ela se sentisse livre do passado: “Com ele, não sou o meu passado, sou quem sou agora”. O casal vive em Utah e tem três filhos. Embora ainda reconhecida em seu estado, Elizabeth garante que fora dele passa despercebida e descarta a ideia de se mudar para escócia. Recentemente, lançou seu terceiro livro, Detours, e valoriza momentos simples como acompanhar os filhos esquiando e as refeições em família.

Medidas de proteção na maternidade

Como mãe e sobrevivente de violência sexual, Smart adotou uma postura rígida na criação dos filhos. Ela evita festas do pijama e define regras claras sobre com quem e onde as crianças interagem. Além disso, ensina nomes anatômicos corretos para partes do corpo, sem associar culpa ou vergonha aos termos, reforçando que a responsabilidade por qualquer agressão pertence exclusivamente ao autor do crime.

Destino dos sequestradores

Brian David Mitchell

Brian David Mitchell, que se autodenominava profeta, foi condenado em 2010 à prisão perpétua sem chance de condicional por sequestro e transporte de menor com fins sexuais. Elizabeth lembra com alívio o rigor da defesa durante o julgamento, que assegurou que a sentença não poderia ser revertida em apelações.

Wanda Barzee

Wanda Barzee, cúmplice de Mitchell, recebeu pena de 15 anos e foi liberada em 2018. Contudo, em 2025 ela foi presa novamente em Salt Lake City por violar as condições de seu registro como agressora sexual. Elizabeth declarou frustração com a soltura inicial de Barzee, mas disse ter sentido “uma compaixão enorme” ao refletir sobre vítimas cujos agressores jamais são identificados e vivem sob temor constante.

Imagem: Divulgação

Atualmente, Elizabeth Smart mantém uma fundação que oferece bolsas e suporte financeiro a sobreviventes de traumas, reforçando que a divulgação de casos reais serve como instrumento de aprendizado e cura.





Com informações de Olhardigital