A semana terminou com a Eneva entre as empresas mais destacadas na bolsa brasileira. As ações da companhia lideraram os ganhos na B3 após o governo federal anunciar elevação dos preços-teto dos leilões de reserva de capacidade, medida que altera parâmetros de remuneração para projetos termelétricos.

O ajuste foi divulgado pelo Ministério de Minas e Energia e modifica os valores máximos que poderão ser ofertados nos próximos certames de capacidade. O mercado avaliou a mudança como correção de níveis que, segundo participantes, não refletiam os custos reais de operação e financiamento das usinas, em um cenário de capital mais caro e maior necessidade de previsibilidade contratual.

Para a Eneva, operadora privada relevante no segmento de geração térmica, o novo desenho aumenta a competitividade de seus ativos e melhora a visibilidade das receitas futuras. O mecanismo de leilões de capacidade é considerado central para assegurar remuneração a usinas que garantem firmeza ao sistema elétrico, especialmente em picos de demanda ou em condições hidrológicas adversas.

Gestores e analistas ouvidos pelo mercado enfatizaram que a revisão dos tetos não deve ser vista apenas como um ajuste pontual. Segundo esses agentes, trata-se de um sinal regulatório com impacto sobre incentivos econômicos, cuja calibragem busca incentivar a participação de atores estratégicos e reduzir o risco de contratação insuficiente de potência para os próximos anos.

Com o leilão agendado para as próximas semanas, a atenção se volta agora para o grau de concorrência e para os preços finais que serão fechados nas contratações. Investidores, segundo participantes do mercado, passam a acompanhar de perto a dinâmica regulatória além dos fundamentos operacionais das empresas, já que mudanças nesse âmbito podem alterar avaliações em curto prazo.

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O episódio levou operadores a reavaliar posicionamentos em ações do setor elétrico, com a Eneva se beneficiando diretamente da expectativa de maior previsibilidade e remuneração para usinas térmicas no ambiente regulatório revisado.

Com informações de Portalin