Por Nelson Leoni, CEO e Cofundador da WideLabs
Nelson Leoni afirma que a inteligência artificial (IA) deixou de ser mera promessa para se firmar como tecnologia com aplicações práticas e impacto econômico mensurável. Segundo o executivo, o avanço recente da IA não é sustentado apenas por entusiasmo, mas por projetos reais que transformam processos, decisões e modelos de negócio.
A IA tem atuado como uma infraestrutura transversal, ampliando seu alcance além da criação de novos produtos. Empresas de diferentes setores vêm integrando modelos de IA em operações internas, o que permite reduzir custos, aumentar eficiência e melhorar a governança de dados. Mesmo em cenários de incerteza econômica, a adoção segue crescendo à medida que a tecnologia passa a sustentar decisões e rotinas essenciais.
No uso prático, o texto destaca setores como indústria, varejo, serviços financeiros e tecnologia, onde algoritmos são aplicados para prever demanda, otimizar cadeias de suprimento, diminuir fraudes e oferecer suporte a decisões estratégicas em tempo real. Esses exemplos, afirma Leoni, indicam que a IA já superou a fase experimental e começa a gerar valor mensurável no dia a dia das organizações.
Como evidência do caráter estrutural da tecnologia, análises da PwC Brasil indicam que a adoção estruturada de IA pode acrescentar até 13 pontos percentuais ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2035. Esse ganho viria principalmente de aumentos de produtividade, surgimento de novos modelos de negócio e mudanças setoriais que elevariam a competitividade das empresas brasileiras.
Leoni também cita levantamento da McKinsey que aponta que cerca de 72% das empresas no mundo já utilizam algum tipo de inteligência artificial. De acordo com essa constatação, os usos de IA vêm deixando de ser iniciativas pontuais para integrar a agenda de liderança, servindo para transformar grandes volumes de dados em insights e acelerar a tomada de decisões.
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O autor ressalta, porém, que a difusão da tecnologia enfrenta desafios relevantes: qualidade e governança de dados, capacitação profissional, integração com sistemas legados e definição de critérios éticos. Esses obstáculos não estariam freando a adoção, mas fazem parte do processo de maturação que exige execução estruturada em vez de ações isoladas.
Na visão apresentada, a incorporação crescente da IA em processos decisórios centrais leva as empresas a tratar a tecnologia como alicerce estratégico, influenciando prioridades, investimentos e planejamento de longo prazo. A questão para as organizações, conclui o texto, deixa de ser a relevância da IA e passa a ser como usá‑la de forma estruturada e responsável.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6