Os contratos futuros do petróleo subiram de maneira acentuada nesta sexta-feira (6), com o mercado atento à escalada do conflito no Oriente Médio, que já completa sete dias e segue sem perspectiva de acordo entre as partes.

Pela manhã, o barril WTI, negociado na Nymex, avançava cerca de 9% e acumula alta de 27% ao longo de março até o momento. Em Londres, o Brent registrava elevação superior a 4%, totalizando ganhos de 20% desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Esses movimentos podem resultar na maior valorização semanal da commodity desde os primeiros dias da guerra entre Rússia e Ucrânia.

No exterior, além do impacto geopolítico, operadores monitoravam os números de emprego dos Estados Unidos: o relatório payroll traz informações sobre aberturas e encerramentos de vagas em fevereiro, o que também influencia expectativas sobre mercados e políticas monetárias.

No Brasil, o ambiente externo mais avesso a risco tende a pressionar o Ibovespa B3, enquanto a retomada dos preços do petróleo pode oferecer suporte às ações da Petrobras. O desempenho da estatal recebe atenção dos investidores não apenas pela evolução do preço do petróleo, mas também pelos resultados divulgados e pela teleconferência de apresentação dos números da companhia.

Relembre o fechamento de ontem

Com o agravamento do conflito no Oriente Médio influenciando o humor dos investidores, o Ibovespa B3 registrou queda de 2,64% no pregão anterior, encerrando a sessão em 180.463,84 pontos.

Imagem: Pixabay

O acompanhamento dos desdobramentos no cenário internacional e dos indicadores econômicos nos Estados Unidos segue determinante para os rumos dos mercados nas próximas sessões, enquanto a alta do petróleo permanece como fator relevante para os papéis do setor de energia.

Com informações de Borainvestir.b3