A Cadillac, apoiada pela General Motors e pela TWG Motorsports, lançou um projeto para montar uma equipe de Fórmula 1 completamente do zero, com investimento que ultrapassa US$ 1 bilhão e expectativa de estrear na temporada de 2026. A operação recrutou centenas de profissionais, adquiriu instalações e iniciou o desenvolvimento de um carro novo, mas teve de vencer exigências administrativas e técnicas antes de obter autorização para competir.
O projeto começou sem carro, pilotos ou sequer pneus especializados, e logo contratou dois perfis cruciais: um chefe técnico veterano responsável pelo desenho do monolugar e um diretor de recursos humanos encarregado de integrar cerca de 600 profissionais com experiência em veículos de alta performance. A equipe foi montada sob o guarda-chuva da TWG Motorsports, cofundada pelo bilionário Mark Walter.
Ao contrário da maioria dos novos entrantes na F1, que normalmente adquirem estruturas já existentes, a Cadillac optou por construir toda a operação. Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports, afirmou que a ideia é formar “uma nova equipe americana”, enquanto o veterano Graeme Lowdon assumiu a supervisão do projeto em 2024 e destaca a necessidade de começar a montagem mesmo sem todas as certezas.
Somar a mais uma equipe à grade da F1 exigiu longo processo de aprovação. A TWG e a GM gastaram mais de um ano e várias centenas de milhões de dólares apenas para obter a permissão da organização da categoria. A entrada foi condicionada à apresentação de documentação extensa — incluindo um dossiê de mais de 1.000 páginas com plano logístico, notas de projeto e cartas de fornecedores — e ao compromisso de a GM desenvolver seu próprio powertrain até 2029. Enquanto isso, a Cadillac usará motores fornecidos pela Ferrari.
Sinal verde e recrutamento
A ausência de autorização impôs restrições até mesmo em ações de marketing: a equipe não podia se apresentar oficialmente como participante da F1 nem utilizar pneus Pirelli reservados a equipes credenciadas. Mesmo assim, a campanha de contratação foi intensa: entre o início do projeto e o final de 2025 a equipe recebeu cerca de 143 mil inscrições para 595 vagas e entrevistou aproximadamente 6.500 candidatos.
Como parte do processo de formação do elenco, a Cadillac anunciou dois pilotos experientes para sua temporada inaugural: o mexicano Sergio Pérez, com mais de 280 largadas na categoria, e o finlandês Valtteri Bottas. Ambos chegam para contribuir com experiência de equipes campeãs, e Bottas destacou o envolvimento em decisões técnicas e operacionais que não vivenciou em times já estabelecidos.
Imagem: Divulgação
A operação está distribuída internacionalmente: um centro de tecnologia em Silverstone, na Inglaterra, concentra grande parte do desenvolvimento aerodinâmico; um campus da General Motors em Charlotte, Carolina do Norte, abriga simulador de F1; e uma nova sede em Indianápolis servirá como local eventual de fabricação de peças. Lowdon ressaltou que a montagem final do carro só acontece quando ele sai para a pista.
A Cadillac planeja estar presente no primeiro Grande Prêmio da temporada de 2026, com chegada prevista à Austrália em 8 de março. Antes de obter a aprovação, a equipe precisou oferecer ainda um pagamento único de US$ 450 milhões às dez equipes existentes para compensar diluição de receita.
Até agora, a construção da equipe envolveu superar prazos apertados, montar processos internos e adaptar-se às regras da F1. Com infraestrutura e contratações em andamento, a Cadillac segue a corrida para completar o carro e competir na temporada que se inicia em 2026.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6