Avanços nas baterias de estado sólido voltam ao centro do debate sobre a adoção em massa de veículos elétricos ao prometerem reduzir riscos e aumentar autonomia. A tecnologia é apontada como uma forma de tornar os carros elétricos mais seguros e mais competitivos, enquanto políticas comerciais tentam baratear o acesso aos modelos elétricos.
Quem, o que e quando
Recentemente, o Canadá firmou um acordo comercial com a China que prevê a redução de tarifas para até 49 mil veículos elétricos por ano. Autoridades esperam que, até 2030, metade desses carros seja classificada como “acessível”, com preço abaixo de US$ 35 mil.
Como a tecnologia reduz riscos
Pesquisas e testes apontam as baterias de estado sólido como uma solução para a vulnerabilidade das baterias atuais. Segundo Taiana Pereira, pesquisadora de pós-doutorado e gerente de pesquisa no Departamento de Química e Biologia Química da McMaster University, essa tecnologia troca o eletrólito líquido inflamável por um material sólido, diminuindo a probabilidade de combustão espontânea em caso de dano ou superaquecimento.
Além de diminuição do risco de fogo, essas baterias podem elevar a densidade energética, permitindo viagens mais longas entre recargas. Em testes, a Mercedes-Benz equipou um sedã EQS com baterias de estado sólido e atingiu mais de 1.200 quilômetros sem necessidade de recarga. A fabricante chinesa Chery planeja lançar ainda este ano um modelo com autonomia de até 1.500 quilômetros, inclusive em temperaturas negativas.
Benefícios apontados
- Redução do risco de incêndio e explosão;
- Maior autonomia por carga;
- Desempenho superior em climas frios;
- Estabilidade térmica aprimorada;
- Potencial de maior durabilidade das células.
Funcionamento das baterias atuais
Os automóveis elétricos em circulação usam, na maioria, baterias de íon-lítio. Esses sistemas têm dois eletrodos — ânodo e cátodo — separados por um eletrólito que permite o trânsito dos íons de lítio. Quando o veículo consome energia, elétrons circulam pelo circuito externo e os íons se movem internamente do ânodo ao cátodo; o processo se inverte durante a recarga.
Imagem: Divulgação
Percepção do consumidor e desafios
Apesar do progresso técnico, a confiança do público segue sendo um obstáculo. Incidentes com incêndios em veículos, como alguns envolvendo modelos da Tesla, ganharam destaque midiático e influenciam a opinião dos compradores, mesmo com estudos indicando que o risco de fogo é baixo. A combinação de políticas públicas — como o acordo comercial mencionado — com inovações nas baterias pode alterar o cenário nos próximos anos, tornando os veículos elétricos mais seguros, eficientes e acessíveis.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6