A Virgin Galactic reiniciou a comercialização de assentos para seus voos suborbitais após um hiato de dois anos e elevou o preço das passagens para US$ 750 mil (cerca de R$ 3,9 milhões), um aumento de US$ 100 mil em relação ao valor anterior.

A empresa retomou as vendas em um contexto em que, temporariamente, atua como a única grande operadora ativa no segmento de turismo espacial. A situação decorre da suspensão, em janeiro, dos voos do foguete New Shepard pela Blue Origin, de Jeff Bezos, deixando a Virgin Galactic sem concorrência direta para trajetos curtos que oferecem gravidade zero e visão da curvatura da Terra.

Próxima geração de naves e cronograma

Segundo a companhia, a interrupção nas vendas teve como objetivo preparar a nova geração de veículos, com ênfase na aeronave espacial denominada Delta, considerada essencial para tornar a operação mais rentável. A Virgin Galactic estabeleceu cronogramas para o desenvolvimento e entrada em serviço das próximas aeronaves:

  • Final de 2026: previsão de estreia da frota Delta.
  • Início de 2027: entrada em serviço da segunda SpaceShip, o que deve aumentar a cadência de voos.

A frota atual inclui a nave suborbital VSS Unity, baseada no Spaceport America, no Novo México, veículo que a empresa utiliza em suas operações de curta duração.

Situação financeira

A retomada das vendas também busca enfrentar desafios financeiros da Virgin Galactic. No último trimestre de 2025, a receita reportada foi de US$ 312 mil, abaixo das expectativas de mercado, estimadas em cerca de US$ 360 mil. A empresa projeta uma queima de caixa de US$ 90 milhões somente no primeiro trimestre de 2026 e declarou ter US$ 144,7 milhões em reservas no momento.

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Com o novo preço dos bilhetes, a companhia pretende gerar uma fonte de capital adicional para suportar os custos de desenvolvimento e manter as operações até os lançamentos programados das novas naves.

Com informações de Olhardigital