A Kora Saúde, controlada pelo fundo HIG Capital, avalia apresentar um pedido de recuperação extrajudicial nas próximas semanas, segundo fontes a par do assunto. A empresa vem conduzindo negociações com credores nos últimos meses na tentativa de reestruturar suas obrigações.
Fontes que preferiram não se identificar informaram que o formato e o momento do eventual pedido ainda estão em discussão e podem ser alterados. Um pedido de recuperação extrajudicial exige a concordância de cerca de um terço dos detentores da dívida para suspender pagamentos e permitir a negociação de novos termos sem a abertura formal de um processo de recuperação judicial.
Representantes do HIG Capital não comentaram o assunto, e um porta-voz da Kora não respondeu imediatamente ao pedido de entrevista.
Contexto e motivos
A intenção da Kora ocorre em meio a um cenário de maior pressão financeira para empresas com alavancagem elevada. Juros altos por período prolongado elevaram o custo do serviço da dívida e tornaram mais difícil o refinanciamento de passivos contraídos em momentos de captação mais barata, como durante a pandemia.
Outras companhias brasileiras, como a Raízen e a rede de supermercados GPA, buscaram acordos de recuperação extrajudicial no mês passado. Empresas costumam optar por esse caminho por ser, em geral, mais rápido, menos oneroso e menos conflituoso do que a recuperação judicial. Se um número suficiente de credores aprovar o acordo, um juiz o homologa e torna as condições vinculantes; na ausência de consenso, a alternativa pode ser recorrer à recuperação judicial.
Situação financeira da Kora
A Kora é um dos maiores grupos hospitalares privados do país e o principal no Espírito Santo, onde está sediada. A empresa enfrenta dificuldades de caixa e aumento dos custos operacionais e vem atuando desde 2024 na renegociação e reestruturação de suas dívidas.
Imagem: Divulgação
Em setembro, último dado disponível, a Kora reportou quase R$ 2,5 bilhões em passivos. A companhia também adiou a divulgação das demonstrações financeiras de 2025 devido a atrasos na conclusão da auditoria. Segundo relatado, não há títulos de dívida em dólar em circulação pela empresa.
O desfecho das negociações com credores e o eventual pedido formal ainda dependem de decisões internas e do avanço das tratativas nos próximos dias ou semanas.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6