TRANSMISSÃO: Record

A missão Artemis 2, da NASA, marcará a última viagem até a Lua conduzida pela agência sem um envolvimento expressivo das empresas de tecnologia do Vale do Silício, segundo informações sobre a reestruturação do programa lunar.

Quem e o que

A operação será realizada com apoio do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) e da espaçonave Orion. O SLS, apontado como o foguete operacional mais potente do mundo, será usado pela segunda vez para transportar uma tripulação rumo ao satélite natural da Terra.

Quando e onde

O programa remonta à administração do ex-presidente George W. Bush, que idealizou o desenvolvimento de um grande foguete e da Orion para retomar voos tripulados à Lua. Em 2010, o projeto sofreu cortes orçamentários que reduziram sua escala e abriram caminho para parcerias com o setor privado.

Como

Nos anos seguintes, a NASA manteve o compromisso com o SLS e a Orion, enquanto a corrida por veículos de pouso lunar envolveu empresas como a SpaceX e a Blue Origin, de Jeff Bezos. A SpaceX obteve um contrato para fornecer o módulo de pouso baseado no Starship, acordo que gerou discussões devido ao método complexo de abastecimento, que exige múltiplos lançamentos para reabastecer o veículo com combustível suficiente para a viagem até a Lua.

Por que e consequências

A opção por apoiar companhias privadas resultou em um contrato considerado vital para a SpaceX e impulsionou investimentos em tecnologia espacial. O desenvolvimento de um veículo para transporte humano na superfície lunar ficou a cargo de empresas emergentes do setor aeronáutico.

Imagem: Divulgação

Uma reestruturação recente do programa, conduzida pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, redirecionou metas e cancelou planos anteriores considerados caros e politicamente motivados, ao mesmo tempo em que alinhou o projeto com novas empresas espaciais. A competição geopolítica também é mencionada como fator: a China busca levar seus cidadãos à Lua até 2030, o que adiciona pressão à corrida internacional.

Enquanto isso, a SpaceX vem sendo citada como modelo a ser seguido por companhias globais, e o Vale do Silício deve assumir papel mais amplo nas próximas missões lunares após Artemis 2.

Com informações de Olhardigital