A Amazon anunciou que aplicará uma sobretaxa temporária de 3,5% relacionada a combustível e custos logísticos para vendedores terceiros, em resposta ao aumento das despesas de energia ligado à guerra no Irã. A empresa comunicou a medida nesta quinta-feira, 2, e informou que a taxa passará a vigorar em 17 de abril.

A cobrança afetará o serviço de cumprimento pela Amazon (Fulfillment by Amazon) nos Estados Unidos e no Canadá. Além disso, a sobretaxa será aplicada nas remessas processadas nos EUA e enviadas para o Canadá, México e Brasil.

A empresa afirmou que adota a medida como forma de recuperar parte do aumento real dos custos operacionais decorrentes dos preços elevados de energia. A iniciativa segue decisões semelhantes tomadas por outros grandes transportadores, segundo a própria Amazon.

O anúncio ocorre em um contexto em que outras empresas de transporte e logística também têm ajustado tarifas. A UPS e a FedEx já implementaram taxas extras relacionadas ao combustível e há expectativa de que o Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) eleve temporariamente os preços de envio em 8% a partir de 26 de abril.

Ao informar os vendedores sobre a nova sobretaxa, a Amazon ressaltou que a medida é temporária e vinculada aos custos persistentes de energia que a indústria tem enfrentado. A cobrança de 3,5% incidirá sobre as taxas de cumprimento prestadas pela própria Amazon, repassando parte do impacto financeiro aos vendedores que utilizam a infraestrutura da companhia.

Amazon vai cobrar sobretaxa temporária de 3,5% de vendedores por alta de combustível

Imagem: Divulgação

Os vendedores afetados receberão notificações sobre a alteração nas tarifas e nas condições de faturamento, conforme os canais habituais de comunicação da plataforma. A empresa não detalhou, no comunicado, até quando a sobretaxa permanecerá em vigor, apenas classificando-a como temporária enquanto os custos permanecerem elevados.

A medida reforça um movimento no setor de transportes e logística de repassar aumentos de custo aos clientes e parceiros diante de um cenário de alta nos preços de energia associado a tensões geopolíticas.

Com informações de Infomoney