As coautoras Blythe Harris e Mallory May defendem que dedicar apenas cinco minutos diários a atividades criativas pode modificar padrões mentais e trazer benefícios ao bem‑estar. As ideias aparecem no livro “Daily Creative: The 5-Minute Habit to Rewire Your Brain” (Criatividade Diária: O Hábito de 5 Minutos para Reprogramar o Cérebro), apresentado por elas como um roteiro para transformar a criatividade em prática cotidiana.

Blythe Harris, artista e empreendedora, é conhecida por ter sido cofundadora e diretora criativa da Stella & Dot. Hoje, Harris conduz o projeto Daily Creative ao lado de Mallory May, com foco em tratar a criatividade como uma ferramenta de cuidado mental — não apenas como resultado artístico ou desempenho técnico.

1. Criatividade é treino, não dom

As autoras ressaltam que a criatividade não é um talento exclusivo de alguns; trata‑se de uma capacidade que se fortalece com uso constante. Ao comparar a criatividade a um músculo, afirmam que ela precisa de estímulos regulares para permanecer ativa. Experiências negativas, críticas ou vergonha podem levar pessoas a acreditar que “não são criativas”, mas a prática leve e contínua pode reativar esse potencial.

2. Pequenos hábitos geram efeitos relevantes

Harris e May destacam que o cérebro responde melhor à regularidade e à novidade do que à intensidade esporádica. Sessões curtas de criatividade, realizadas sem pressão por qualidade, quebram padrões automáticos de pensamento e ampliam perspectivas. O objetivo dessas práticas não é produzir mais ou melhor, e sim manter a mente flexível.

3. Criatividade como cuidado mental

Segundo as autoras, atividades criativas estimulam a plasticidade cerebral, ajudam a reduzir estresse e ansiedade e favorecem a flexibilidade cognitiva. Ao longo do tempo, práticas regulares podem beneficiar a memória e oferecer alguma proteção contra o declínio cognitivo. Em alguns efeitos, a experiência se aproxima dos benefícios observados com a meditação — mais calma, presença e equilíbrio — porém sem exigir o silêncio mental, apenas um novo modo de interagir com a mente.

4. Perfeccionismo interrompe o processo

O texto aponta que o perfeccionismo aumenta a autocrítica e reduz a atenção necessária ao pensar de forma criativa. Para contornar isso, sugerem reduzir a pressão por resultados: regras simples, repetições ou pontos de partida claros transferem o foco do produto final para o processo. Exercícios como desenhar com a mão não dominante ou seguir um padrão preestabelecido diminuem a tensão e incentivam a experimentação.

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5. Criatividade amplia a presença no cotidiano

Por fim, as autoras afirmam que a criatividade se manifesta também como uma maneira de viver com mais atenção ao presente. Muitas pessoas relatam aumento da vitalidade, maior conexão consigo mesmas e maior autenticidade após momentos criativos. Essas sensações, segundo Harris e May, não dependem de talento ou formação; surgem quando curiosidade e atenção voltam a integrar a rotina.

As ideias de Harris e May propõem, portanto, que práticas breves e repetidas de criatividade podem reconfigurar hábitos mentais e contribuir para o bem‑estar psicológico, sem exigir desempenho artístico.

Com informações de Fastcompanybrasil