O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza atingiu 126,2 pontos neste mês, um aumento de 0,1% em relação a janeiro, quando o indicador marcou 126,0 pontos. O dado foi divulgado pela Fecomércio Ceará por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) e representa o desempenho mais elevado desde maio de 2023, período em que o índice chegou a 127,3 pontos, sinalizando um começo de ano favorável ao comércio local.

O avanço do ICC decorre de uma melhora na percepção da situação atual e de um pequeno recuo nas expectativas. O Índice de Situação Presente (ISP) registrou alta de 3,1%, passando de 118,5 para 122,1 pontos. Em contrapartida, o Índice das Expectativas Futuras (IEF) caiu 1,7%, alcançando 128,9 pontos. Apesar da queda nas projeções, ambos os subíndices mantêm-se em patamar elevado, sustentando a avaliação positiva para o mercado de consumo.

A pesquisa mostra que 63,4% dos entrevistados consideram o momento adequado para a compra de bens duráveis. Essa percepção é mais acentuada entre mulheres (64,1%), pessoas de 25 a 34 anos (70,3%) e famílias com renda superior a sete salários-mínimos (72,7%).

Apesar da confiança, a intenção efetiva de compra apresentou acomodação: o indicador recuou de 45,5% em janeiro para 35,7% em fevereiro, queda de 9,8 pontos percentuais. Mesmo assim, o nível de intenção permanece acima do registrado em fevereiro de 2025, quando foi de 33,7%.

Maior predisposição para adquirir bens foi observada entre mulheres (36,1%), jovens de 18 a 24 anos (37,1%) e consumidores com renda entre três e sete salários-mínimos (42,6%). O valor médio projetado para as compras é de R$ 636,25.

Os produtos com maior demanda apontados na pesquisa foram móveis e artigos de decoração (15,0%), geladeiras e refrigeradores (14,9%), roupas (13,6%), televisores (13,5%), calçados (11,8%), máquinas de lavar (9,9%) e celulares (9,0%). A preferência por eletrodomésticos essenciais e bens semiduráveis indica um perfil de consumo mais seletivo, voltado à reposição e ao aumento do conforto doméstico, em linha com liquidações típicas do início do ano.

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Para a diretora institucional da Fecomércio Ceará, Cláudia Brilhante, os números demonstram uma combinação de maior confiança e cautela por parte do consumidor. Ela aponta que as pessoas estão mais seguras quanto à própria situação financeira, aproveitando promoções para comprar itens necessários, com foco na funcionalidade e no preço, o que gera um ambiente positivo para o comércio, mesmo com decisões de compra mais planejadas.

A confiança elevada, portanto, tende a consolidar um comportamento de consumo mais racional e oportunista, em que os compradores buscam condições vantajosas de preço e financiamento antes de efetivar as aquisições.

Com informações de Portalin