Algumas moedas da América Latina resistem à valorização global do dólar em 2026, registrando ganhos mesmo em um ambiente de maior aversão ao risco. Entre as destacadas estão o colón da Costa Rica, o peso argentino e o real brasileiro, segundo levantamento com base em dados de mercado e análises de instituições financeiras.
O colón costarriquenho foi a moeda que mais se valorizou na região, com alta de aproximadamente 7% no ano, atingindo patamares próximos de 465 por dólar, o melhor nível em cerca de duas décadas. Esse desempenho tem sido atribuído ao elevado fluxo de divisas e ao aumento das exportações, que somaram US$ 23 bilhões em 2025.
Na sequência do colón, aparecem o peso argentino e o real brasileiro entre as moedas mais resilientes frente ao fortalecimento do dólar. Esses movimentos ocorreram apesar da pressão externa gerada pela alta do petróleo e pela instabilidade no Oriente Médio, fatores que tendem a beneficiar a moeda americana.
O cenário externo também tem sido marcado por aumento de volatilidade: o dólar registrou seu melhor desempenho mensal desde julho de 2025, refletindo tensões geopolíticas e a busca por ativos considerados mais seguros.
Analistas ressaltam que o comportamento cambial na região não é uniforme e depende de variáveis domésticas, como política monetária, fluxo de capitais e grau de exposição a commodities. Países com fundamentos mais sólidos ou com maior entrada de dólares costumam apresentar maior estabilidade cambial.
No Brasil, o real tem se mantido apoiado em juros ainda elevados e no diferencial de rendimento em relação a economias avançadas, o que atrai capital estrangeiro. O peso argentino, mesmo diante de histórico de volatilidade, registrou reação no curto prazo, sustentada por ajustes econômicos recentes e por maior previsibilidade cambial.
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Especialistas do BBVA alertam que as moedas latino-americanas continuam vulneráveis à baixa tolerância ao risco global e à evolução dos conflitos geopolíticos, em especial no Oriente Médio, que mantém um prêmio de risco elevado no petróleo.
Em síntese, embora algumas moedas da região apresentem ganhos pontuais — como a valorização de até 7% do colón —, o equilíbrio cambial segue frágil e condicionado ao comportamento do dólar e às condições globais de liquidez. Para investidores, isso reforça uma dinâmica seletiva: apenas economias com fundamentos mais robustos e capacidade de atrair capital conseguem sustentar valorização ou estabilidade de suas moedas.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6