O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou o acesso de até R$ 8 bilhões do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para apoiar quatro companhias que operam voos domésticos no Brasil. A medida visa minimizar os impactos financeiros provocados pela elevação do preço do querosene de aviação, associada à escalada do conflito no Oriente Médio.
Os recursos poderão ser utilizados até dezembro de 2026 e serão destinados às empresas Azul, Gol, Latam Brasil e ATA Aerotáxi Abaeté. O financiamento foi estruturado como uma linha de capital de giro para preservar a sustentabilidade financeira das companhias aéreas.
Segundo o BNDES, as operações terão taxa de juros fixa de 4% ao ano e prazo de até 60 meses, condições definidas pelo Comitê Gestor do FNAC. A decisão ocorre diante de forte pressão sobre os custos operacionais do setor, em especial após a elevação expressiva do preço do querosene de aviação verificada entre abril e maio deste ano.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a iniciativa pretende preservar a oferta de transporte aéreo, manter empregos e proteger a conectividade nacional. Segundo Mercadante, os recursos apoiarão empresas que exercem papel relevante para a economia, contribuindo para a continuidade das operações, a manutenção de empregos e a mitigação de eventuais reduções na malha ou descontinuidade de rotas.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, ressaltou o caráter estratégico da aviação em um país de dimensões continentais como o Brasil, destacando sua importância para a integração regional, o turismo e o desenvolvimento econômico.
Imagem: Vivian Fernandez/BNDES
Para a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o financiamento também ajuda a evitar cortes na malha aérea em um momento de pressão sobre os custos do setor, preservando a capacidade de atendimento da demanda por voos domésticos. O presidente da Abear, Juliano Noman, reforçou que a aviação contribui para emprego, turismo e crescimento do PIB.
O prazo de utilização dos recursos, a taxa fixa e o limite aprovado pelo FNAC foram definidos pelo Comitê Gestor do fundo.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6