Às 13h47 (Brasília UTC-3), o dólar comercial operava em queda frente ao real, negociado abaixo dos R$ 5,10, em reação ao anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz.

Às 13h47, a moeda americana caía 0,99%, cotada a R$ 5,10 na venda, depois de atingir R$ 5,08 durante a manhã. O Ibovespa B3, principal referência do mercado acionário brasileiro, avançava 2,01%, aos 192.042,40 pontos. No melhor momento do pregão, o índice chegou a 193.759,01 pontos, renovando a máxima intradia.

Na sessão anterior, terça-feira (7), o dólar à vista havia encerrado em alta de 0,16%, a R$ 5,1549, enquanto o Ibovespa fechou aos 188.258,91 pontos.

Os preços do petróleo desabaram, aproximando-se de US$ 90 por barril. Por volta das 10h, os contratos futuros do Brent recuavam 16,26%, para US$ 91,50 o barril, e o WTI registrava queda de 17,68%, a US$ 92,98 o barril. Os preços do diesel europeu de referência também caíam em patamares semelhantes.

As bolsas na Ásia e na Europa registravam ganhos expressivos na quarta-feira, mas analistas apontavam que a continuidade das altas depende da efetiva retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, com impacto direto nos mercados de energia e nas economias globais.

Especialistas da Oxford Economics alertaram que será necessário tempo para a recuperação dos mercados globais. “O acordo é frágil, os principais detalhes operacionais ainda precisam ser trabalhados e, mesmo na melhor das hipóteses, é provável que os fluxos físicos (de petróleo) se recuperem apenas gradualmente”, disse Bridget Payne, chefe de previsão de petróleo e gás da Oxford Economics, em um webinar.

Dólar cai abaixo de R$ 5,10 após acordo de cessar-fogo; Ibovespa renova máxima intradia

Imagem: Pixabay

Thadeu Dos Santos, diretor Regional da Infinox, avaliou que, apesar do alívio inicial, as limitações físicas permanecem. “As cadeias de abastecimento e os cronogramas de transporte continuam impactados, e o retorno às operações normais pode levar semanas, mesmo que a trégua se mantenha. Como resultado, os fluxos de exportação de petróleo bruto só devem ser restabelecidos de uma forma gradual, o que pode limitar a velocidade de qualquer nova queda nos preços, mesmo após a correção de hoje”, afirmou.

Os juros futuros sofreram forte queda, recuando mais de 50 pontos, indicando melhora nas expectativas sobre a trajetória da Selic. Às 9h10, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para mínima de 13,880%, ante 14,254% no ajuste anterior e 14,145% no fechamento. O DI para janeiro de 2029 recuava para 13,355%, de 13,822% no ajuste e 13,680% no fechamento. O vencimento para janeiro de 2031 tombava para 13,465%, ante 13,881% no ajuste e 13,745% no fechamento.

O mercado seguia atento à evolução do acordo e aos desdobramentos operacionais que poderão afetar os fluxos de energia nas próximas semanas.

Com informações de Borainvestir.b3