Programas de atividade física voltados a pessoas com 60 anos ou mais apareceram em segundo lugar no ranking mundial de tendências do American College of Sports Medicine (ACSM) para 2025, sinalizando que o mercado brasileiro precisa acelerar ajustes para atender esse público já a partir de 2026.

Demografia pressiona o setor

Dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE em agosto de 2025 mostram que o Brasil soma 211,9 milhões de habitantes, dos quais 34,1 milhões (16,1%) têm 60 anos ou mais. Dentro desse grupo, 23,7 milhões (11,2% da população total) já ultrapassaram os 65 anos.

O envelhecimento avança rapidamente: em 2012 o contingente de idosos representava 11,3% da sociedade. Projeções demográficas indicam que, em 2070, 37,8% dos brasileiros – cerca de 75,3 milhões de pessoas – estarão na faixa acima de 60 anos.

Oportunidades e ajustes imediatos

A mudança de perfil etário amplia a procura por serviços de saúde e bem-estar específicos, como Pilates, musculação orientada, treinamento funcional adaptado e hidroginástica. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por soluções digitais para longevidade, entre elas aplicativos de exercício, cursos on-line e comunidades focadas em envelhecimento ativo.

A geração dos baby boomers, hoje formada por 27 milhões de brasileiros, terá ao menos 65 anos até 2030, reforçando a necessidade de estruturas acessíveis e profissionais capacitados. Estudo da IHRSA de 2023, nos Estados Unidos, indica que o público 65+ frequenta academias mais vezes do que qualquer outra faixa etária, cenário que tende a se repetir no Brasil.

Perfil de serviço influencia adesão

Relatório divulgado em 2024 aponta que programas descritos como “funcionais”, de “baixa intensidade” ou associados a “envelhecimento ativo” registram adesão superior aos rotulados simplesmente como “fitness sênior”. A constatação destaca a importância da comunicação, do planejamento de aulas e da capacitação contínua da equipe para garantir segurança e motivação dos praticantes.

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Exemplo prático em São Paulo

Na capital paulista, a Cia. Athletica 111 implantou o programa PLATINUM Longevidade Saudável, estruturado a partir de avaliação multifuncional, aulas coletivas específicas, musculação supervisionada e sessões individuais para correção de déficits de movimento. O modelo, desenvolvido sob coordenação do professor Mauro Guiselini, tem apresentado alta procura e serve de referência para outras operações.

Com a segunda maior tendência global batendo à porta, gestores, educadores físicos e proprietários de academias brasileiras enfrentam a tarefa de atualizar instalações, metodologias e rotinas para responder ao avanço da população idosa – um público numeroso, ativo e disposto a investir em qualidade de vida.

Com informações de Fitnessbrasil