Ministro indica uso de parte do FGTS para renegociação de dívidas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos poderão sacar até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para o pagamento de dívidas. A proposta, segundo o ministro, faz parte de um programa de renegociação em estudo pelo governo.

De acordo com a publicação, a medida deve liberar cerca de R$ 7 bilhões em recursos, que serão utilizados por trabalhadores para quitar compromissos financeiros. O pacote previsto inclui ainda a exigência de um desconto mínimo oferecido pelos bancos e uma garantia estatal para permitir o refinanciamento do montante remanescente, com taxa de juros previamente pactuada ou limitada.

O programa governamental, conforme antecipado, também deve contemplar linhas de crédito específicas para caminhoneiros, motoristas de aplicativos e taxistas. Setores como a construção civil e o segmento de fertilizantes receberiam apoio dentro da mesma iniciativa.

Durigan ressaltou, na entrevista, que a atual gestão consegue manter a economia e as contas públicas em situação equilibrada, fazendo uma distinção em relação ao cenário observado em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro disputou a reeleição. Na ocasião, o ministro declarou: “Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada.”

Ainda não foram divulgados detalhes sobre o cronograma de implementação da medida, critérios precisos para a adesão dos trabalhadores ou o procedimento operacional para o saque do FGTS. Também não há data definida para a formalização do pacote nem para o início da liberação dos recursos.

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Fontes oficiais e representantes do setor financeiro deverão detalhar os termos do programa assim que o governo finalizar o modelo de renegociação e as condições de participação das instituições bancárias e dos beneficiários.

Com informações de Infomoney