O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) escolheu, na terça-feira (14), os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça para ocupar os cargos de presidente e vice-presidente da Corte, respectivamente.

Ambos foram indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro: Nunes Marques em 2020 e Mendonça em 2021. Trata-se da primeira vez que dois ministros apontados por Bolsonaro comandam simultaneamente o TSE durante um ano eleitoral em âmbito nacional.

A votação ocorreu de forma protocolar, por meio de urna eletrônica no plenário do tribunal, e teve a leitura do resultado feita pela ministra mais jovem do colegiado, Estela Aranha. Nunes Marques recebeu seis dos sete votos possíveis — número condicionado pela tradição de que o próprio presidente do tribunal não vota em si mesmo.

Ao ser informado do resultado, Nunes Marques afirmou que assumir a presidência do TSE representa “uma das maiores honras da minha vida”. A data para a posse ainda não foi confirmada, mas há previsão de que ocorra em maio.

A antecipação do processo eleitoral no tribunal foi motivada pela decisão da ministra Cármen Lúcia de deixar a presidência antes do término de seu mandato, previsto para 3 de junho. Ao anunciar a medida, a ministra explicou: “Por isso, eu decidi que, ao invés de deixar para o último dia de mandato a sucessão na presidência deste tribunal, decidi antecipar o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição para o equilíbrio e a calma aos que dirigirão a Justiça Eleitoral”.

Imagem: ASCOM/STF

Com a saída de Cármen Lúcia da composição do TSE, o ministro Dias Toffoli deverá assumir a terceira vaga destinada a magistrados do Supremo na Corte eleitoral. Integram ainda o colegiado os ministros Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além dos advogados Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha, na classe dos juristas.

O novo comando do TSE ficará responsável pela organização das eleições de 2026, com a transição entre as presidências sendo antecipada para garantir continuidade e preparação da Justiça Eleitoral.

Com informações de Conexaopolitica