Relatórios médicos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta evolução clínica considerada satisfatória, com melhora discreta no pulmão esquerdo, segundo documento protocolado nesta sexta-feira, 17. Apesar dos avanços, laudos fisioterapêuticos relatam episódios persistentes de dor e fadiga muscular durante o tratamento.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária por 90 dias, medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes para permitir a sua recuperação após receber alta hospitalar. No mês anterior, ele havia sido internado por duas semanas em unidade de terapia intensiva, após diagnóstico de “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”.

Os relatórios foram enviados ao STF pela equipe de defesa do ex-presidente. No documento, o médico Brasil Caiado, integrante da equipe de saúde de Bolsonaro, afirma que o paciente tem respondido de forma positiva às intervenções. Segundo o cardiologista, a pressão arterial está controlada, porém o paciente relata persistência de cansaço, fadiga e sensação de desequilíbrio atribuída ao uso de medicamentos.

De acordo com o relato médico, há melhora nas queixas respiratórias e gastrointestinais. “O paciente apresenta boa evolução do quadro pulmonar e digestivo, relata melhora das queixas de dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico, com maior disposição física para realização das atividades diárias de rotina”, registra o documento, que também menciona ajuste na posologia dos remédios indicados para as crises de soluço, por causar perda de equilíbrio.

Além do relatório clínico, a defesa anexou laudo fisioterapêutico assinado por Kleber Caiado de Freitas. No documento, o fisioterapeuta relata que, na segunda-feira, dia 12, Bolsonaro sofreu uma crise de soluços que durou cerca de oito horas, o que comprometeu a execução da sessão de fisioterapia.

Imagem: O ex-presidente Jair Bolsonaro

O profissional descreve que, durante os exercícios, o paciente apresentou fadiga muscular acentuada, aumento de tensão e dor na região dorsal, quadro associado ao episódio prolongado de soluços. Foi indicada a continuidade do acompanhamento fisioterapêutico com progressão controlada das cargas e manutenção de estratégias para controle da dor, mobilidade e preparação pré-operatória.

A defesa também informou ao STF indicação de cirurgia para tratar dores no ombro direito. Nesta semana, um ortopedista visitou o ex-presidente, prescreveu analgésicos e avaliou as queixas; os atendimentos médicos vêm sendo realizados na residência de Bolsonaro desde 30 de março.

Com informações de Jovempan