Reed Hastings deixará a presidência do conselho de administração da Netflix quando seu mandato terminar na assembleia anual, em junho, encerrando 29 anos de ligação com a companhia que ajudou a fundar.
Segundo anúncio divulgado pela própria Netflix ao apresentar os resultados do primeiro trimestre, Hastings pretende dedicar mais tempo a atividades filantrópicas e a outros projetos pessoais. O comunicado acompanha a divulgação de dados financeiros da empresa.
Hastings foi responsável pelo capital inicial que permitiu a criação da Netflix como serviço de locação de DVDs pelo correio e substituiu o cofundador Marc Randolph como CEO em 1999. Ao longo de sua trajetória, liderou a empresa na disputa com a Blockbuster e impulsionou a transição do modelo de negócios para o streaming, levando o serviço a operar em mais de 190 territórios.
Em janeiro de 2023, Hastings deixou o posto de CEO e passou a função para os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters. Em nota, ele afirmou: “A Netflix mudou minha vida de tantas maneiras”. Hastings acrescentou agradecimentos a Greg e Ted e disse que agora poderá concentrar-se em novas iniciativas.
Nos resultados reportados para os três primeiros meses do ano, a Netflix registrou receita de US$ 12,3 bilhões, acima das estimativas de analistas, impulsionada pelo forte crescimento no número de assinantes. Para o trimestre em curso, a empresa projetou lucro por ação de US$ 0,78, abaixo da previsão média de US$ 0,84 de analistas de Wall Street.
As ações da Netflix subiram mais de 40% desde o fim de fevereiro, período em que a companhia anunciou que não aumentaria sua oferta pela Warner Bros. Discovery. A proposta pela Warner Bros. havia gerado preocupação entre investidores, que temiam perda de foco estratégico; a empresa também enfrenta o desafio de que o tempo médio de uso da plataforma não vem crescendo nos últimos anos.
Hastings historicamente evitou grandes fusões e aquisições por entender que isso poderia prejudicar a cultura da empresa. Fontes corporativas indicam que Sarandos e Peters avaliaram a compra da Warner Bros. como um risco potencialmente válido, mas recuaram diante do custo elevado.
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Sarandos e Peters afirmaram aos investidores que mantêm confiança no futuro da Netflix e apresentaram três prioridades estratégicas: entregar mais conteúdo de qualidade, aplicar novas tecnologias e extrair maior receita da base de assinantes. A companhia planeja aumentar os investimentos em programação neste ano, o que contribui para a perspectiva de que o lucro no trimestre atual possa ficar abaixo do esperado.
Além de seus interesses na área de entretenimento e tecnologia, Hastings tem projetos pessoais, entre eles o desenvolvimento de uma estação de esqui em Utah, e ocupa assento no conselho da Bloomberg.
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Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6