Realizar breves caminhadas durante o horário de trabalho pode elevar a capacidade de gerar ideias, aponta pesquisa da Stanford University. O hábito simples, aplicável dentro ou fora do escritório, mostrou-se eficaz em testes de criatividade usados por psicólogos.

Resultados e metodologia

O estudo foi organizado em quatro experimentos envolvendo 176 participantes entre estudantes universitários e outros adultos. Os voluntários foram submetidos a situações distintas: caminhar em uma esteira em ambiente interno, caminhar ao ar livre, permanecer sentados em um espaço interno e ficar sentados ao ar livre enquanto eram empurrados em uma cadeira de rodas.

Cada sessão durou entre cinco e 16 minutos, dependendo da tarefa aplicada. Os pesquisadores também testaram combinações, como duas sessões consecutivas sentado e a sequência caminhada seguida por atividade sentada, para avaliar tanto o efeito do movimento quanto o impacto do cenário visual sobre o desempenho criativo.

Aumento na geração de ideias

Em um dos testes, a média de produção de ideias entre os que caminharam foi cerca de 60% superior à dos que permaneceram sentados. Segundo os autores, a caminhada facilita o chamado pensamento divergente, processo cognitivo associado à criação de soluções novas e à formação de associações inovadoras entre conceitos.

Por esse motivo, a prática pode ser especialmente vantajosa em tarefas profissionais que dependem de brainstorming, inovação e resolução de problemas.

Incorporação à rotina de trabalho

Além do ganho criativo, pequenas pausas para caminhar ajudam profissionais a saírem do “piloto automático” mental e recuperarem clareza ao longo do dia. A medida também funciona como uma forma simples de reduzir a exposição contínua a estímulos digitais, reuniões seguidas e longos períodos sentado em frente ao computador.

Imagem: Divulgação

O texto lembra que permanecer sentado por nove horas diárias, cinco dias por semana, pode provocar declínios na saúde física e mental, o que reforça a utilidade de incorporar breves deslocamentos à rotina laboral.

O conjunto de experimentos da Stanford procurou, portanto, comparar os efeitos do movimento e do ambiente visual sobre a criatividade, concluindo que caminhar — em esteira ou ao ar livre — é o principal fator associado ao aumento nas capacidades criativas avaliadas.

Com informações de Fastcompanybrasil